CINEMA: Chronicle (Poder Sem Limites, 2012)

ANTERIORES:
+ Tucker And Dale Vs Evil (Tucker And Dale Contra O Mal, 2010)
+ Hugo (A Invenção De Hugo Cabret, 2011)

Stan Lee e todo universo que ele criou é referência para muita gente hoje em dia, em se tratando da questão super-herói; entretanto, o humilde e nem tão comentado ‘Chronicle’ deveria ter seu espaço na mídia, uma vez que mostra a verdadeira identidade de um herói ou o aproxima de forma mais sincera com o frágil ser humano. Mais do que isso, mostra que lidar com poder ou com as diferenças não é tão fácil assim. Ter controle sobre o que te torna mais forte, tentar entender o quão fraco o mundo pode se tornar em certos momentos ou ainda não conseguir resolver o que nos cerca mesmo com super poderes. O próprio poder é algo inexplicável. Num mesmo lado da moeda, pode trazer fama, como pode trazer sofrimento.

O mais engenhoso aqui é que não se explica muito como os 3 jovens adquirem esses poderes. O filme não perde tempo em questões científicas, metafísicas ou alienígenas. Um artefato de outro planeta? Uma força oculta no subsolo? Nem importa, o que é realçado no filme são as consequências de se tornar poderoso, forte e até a incapacidade e a incompreensão das pessoas à sua volta. A película também critica o bullying nas escolas e a violência dentro dos próprios lares, e sob esse aspecto, o personagem de Andrew (Dane DeHaan) se encaixa perfeitamente para falar desses atos comuns em nossa sociedade.

O processo do filme se passa tal como um ‘Bruxa de Blair’ (1999) ou de ‘Cloverfield’ (2008), ou seja, a narrativa/história é exibida através de uma câmera. Para muitos, isso é uma chatice e já se tornou um artifício desgastado (talvez), mas, de qualquer forma, aqui a câmera é mais fixa e sabe dar realce equilibrado a todos os personagens e aos eventos da película. O diretor Josh Trank é novato no cinema e soube fazer uma condensada mistura de ficção, drama, ação e até um pouco de comédia leve. São divertidas as cenas logo após a descoberta dos poderes e os jovens tentando aprender como dominar esse poder.

Apesar de ser uma produção de baixo orçamento e com poucos efeitos, nos minutos finais tudo ganha intensidade e cenas de tirar o fôlego. Há espectadores dizendo que o filme se inspira nos mangás, sobretudo no clássico memorável ‘Akira’ (1988), e convenhamos, não acho ruim, considero louvável em virtude dessa excelente produção japonesa.

‘Chronicle’ não possui vilões, contudo, é só lembrar que a própria índole humana já é uma vilã, e aqui, a vilania mesmo é expressa pelos colegas preconceituosos de escola e pelo próprio pai de Andrew. Nem tão original assim, porém, ‘Chronicle’ é uma ótima ideia de trazer humanos poderosos mais próximos da realidade e de nos fazer enxergar os benefícios e os malefícios que um poder pode causar.

Mais sobre o filme (fotos, críticas, semelhanças, ficha técnica):

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