DÊ UMA CHANCE: Fredo Viola – The Turn (2008)

ANTERIORES:
+ The Fatales – Great Surround (2009)
+ Flotation Toy Warning – Bluffer’s Guide To The Flight Deck (2005)

Esse músico é tão anônimo e pouco comentado, que sequer ‘The Turn’ tem uma capa correta para se postar. Eu encontrei várias pela internet e nunca sei qual a oficial. Mas o que importa é o conteúdo desse trabalho. Apesar de seu nome soar lusitano ou espanhol, adianto que Fredo Viola é um músico inglês e que hoje mora em Woodstock, NY. Um estudante de cinema que resolveu se embrenhar na carreira musical.

Por se engajar com as duas belíssimas artes (cinema e música), Fredo joga paisagens cinematográficas dentro das 13 composições sonoras do disco. A abertura com ‘The Turn’ começa com barulho de pessoas numa espécie de festa, quando então, entram as inúmeras camadas de vozes de Viola para compor o eficiente e encantador cartão de visitas do músico. O término da canção é fechado com sons de gaivotas.

‘Risa’ assusta, pois com míseros 2 minutos e meio torna-se, desde já, candidata a uma das melhores músicas que já pude ouvir até hoje. Efeitos e barulhos estranhos, um clima mais lúdico, até quase uma espécie de canção de acalanto sobre uma percussão requebrada formam a composição de ‘Puss’.

Com ar de soul music (muito bem composta, por sinal), ‘Let The Sad Out’ te faz pensar numa noite chuvosa, você dentro de um lugar envolto numa penumbra, esperando alguém chegar para simplesmente compartilhar esse belo momento. ‘The Original Man’ tem uma faceta mais eletrônica, com pitadas de bossa nova e até um pouco de samba. Por quê não? Uma vez que Fredo é um grande músico a provar que realmente conheceu os estilos e mudanças por qual a arte tem passado através dos anos.

Sons quase inaudíveis abrem ‘K Thru 6’, para, logo em seguida, aparecerem barulhos e, mais uma vez, estruturar uma peça semi-cinematográfica. Pássaros batendo asas, som de água corrente e sintetizadores criando um bloco de nuances oníricas. A alusão aos astros George Clooney e Nicolas Cage, citados na letra da canção, só vem provar a paixão do músico pela sétima arte. Por outro lado, se você pensar em Liars, Pink Floyd e um pouco da psicodelia sessentista, não se estranhe. A condensação inusitada se faz presente em ‘Ether’. Porém, é em ‘The Sad Song’ que Fredo Viola se supera com as soberbas camadas de vozes que correspondem a tônica suprema de seu disco.

Numa produção em que mais variados expoentes musicais são aglutinados: de Igor Stravinsky até atuais como Radiohead e Syd Matters, Fredo torna-se um músico importante para o futuro da música. Para ser conhecido. Um artista que brinca com nossos campos cerebrais montando quebra-cabeças para decifrarmos depois e em seguida ficarmos encantados com o trabalho final. Só falta agora surgir com outro trabalho tão primoroso quanto foi ‘The Turn’.

Para saber mais, acesse:
Site 1
Site 2

Vídeo de ‘The Sad Song’

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