REEDITANDO: Terror em Silent Hill (2006)

ANTERIORES:
+ Gravenhurst – The Western Lands (2007)
+ M83 – Saturdays = Youth (2008)

Todos que gostam do cinema e de tudo que o cerca, sabem que transformar jogos em filmes (e vice-versa) quase sempre é desastroso. Exemplos estão aí aos montes que só vem comprovar essa teoria: ‘Street Fighter’, ‘Doom’, ‘Bloodrayne’, ‘Resident Evil’, ‘Double Dragon’ e mais uma lista infindável que poderia ser colocada aqui. Em contrapartida, ‘Silent Hill’, de longe, é uma das menos sofríveis adaptações de um jogo para as telas. Para os fãs da franquia da Konami, não há do que reclamar.

Há falhas, sem dúvidas. Elas serão comentadas mais adiante. Passamos primeiro aos quesitos que se salvam no filme. Quem teve a oportunidade de conhecer o jogo, vai se sentir em casa. Tudo foi muito bem transposto: a ambientação da cidade, as criaturas, o hospital e a escola pichada, o vilão Pyramid Head, mundos paralelos (real e sobrenatural) e alguns personagens como a policial Cybill (embora o filme faça uma mistura entre as continuações que o jogo teve). Até mesmo a música de suspense que o jogo tem foi mantida na película. Entretanto, quem não viu o jogo, ou mal conhecia o mundo de Silent Hill, o longa pode ser também desfrutável para quem gosta do gênero suspense/terror. Compartilhamos da mesma aflição da mulher Rose pelas ruas da cidade em busca da filha Sharon.

Outro recurso que nos salta aos olhos é o uso dos efeitos visuais: paredes que se enchem de nervuras ou descascam (semelhante ao jogo); insetos que infestam os ambientes (a parte da escola); ambientes e cômodos que se modificam. É claro que por vir de um jogo de sucesso, o filme possa parecer meio estranho. É como fosse a atmosfera do game e isso pode parecer artificial demais. Mas foi o que o diretor Cristophe Gans (que também fez ‘O Pacto Dos Lobos’) tentou buscar ao fazer o filme: capturar em detalhes minuciosos e ser uma cópia fiel para, sobretudo, os gamemaníacos.

***ALGUNS SPOILERS***
Pontos positivos à parte, o filme tem suas fraquezas. A duração, por exemplo. Para uns, 2 horas de filme pode ser uma tortura, ainda mais por achar que o filme deixa umas lacunas na explicação da história. Segundo alguns sites sobre cinema, li que a versão inicial poderia ter ficado com 3 horas e meia de duração. Outra coisa que não gostei foi a carnificina nos minutos finais, ou seja, o filme estava indo bem sem apelar para sangue em demasia, logo, não precisava assumir ares de filmes de terror b em seu final.

***SEM SPOILERS***
Muitos vão reclamar de que no jogo (pelo menos no que inaugurou a série) o personagem principal é um cara, que na verdade o veículo usado era uma caminhonete e não um jipe. Ora, mas isso são pormenores que não tiram a veracidade e fidelidade do longa em relação ao jogo que o consagrou. Há de ressaltar até que o personagem interpretado por Sean Bean, Christopher DaSilva, é meio que apagado durante o filme (inclusive o mesmo foi convidado para participar, já que o projeto inicial só teria protagonistas femininas), sendo que os destaques maiores vão para Rose (Radha Mitchell) e de sua filha Sharon (Jodelle Ferland), que aliás, também vive o papel da pavorosa Alessa Gillespie.

Site Oficial

Fiz esse texto porque no final de outubro sairá a parte 2. Veja as imagens e mais detalhes, aqui

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