GAMES: Bioshock Infinite (2013)

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+ Tomb Raider (2013)
+ Dead Space 3 (2013)

Vasculhar cada caixa, compartimento e lata de lixo. Combinar fórmulas e técnicas de combate. Inventar estratégias para derrotar determinado inimigo. Usufruir dos aerotrilhos (novidade na franquia). Permanecer imerso na narrativa até os instantes finais. Ou mesmo, pausar o jogo e ficar contemplando o gráfico em cada canto de Columbia. Essas serão as ações de ‘Bioshock Infinite’, produção essa que deixa os jogos cada vez mais indicados para ganharem o status de oitava arte.

O produtor Ken Levine queria mudar, sem perder as características básicas que foram famosas nos dois primeiros jogos. A cidade submersa de Rapture em Bioshock 1 e 2 dá lugar a Columbia, uma cidade flutuante moldada pela pseudo-moral, religiosidade e raça pura, liderada pelo autoritário e prepotente Comstock. Mas Columbia tem seus segredos, suas falhas e é dividida por aqueles que aceitam a realidade e por outros que estão descontentes com tudo. Um mérito do jogo que sempre trabalhou com questões como autoritarismo, política, tecnologia e sociedade, como numa máxima de que a arte imita a vida.

Na jogabilidade, de uma forma geral, os mais experientes não verão mudanças. No primeiro, tínhamos os ‘plasmids’, aqui, temos os ‘vigores’. Porém, continuam sendo recursos mais do que estratégicos para liquidar algum inimigo. Jogue os corvos sobre alguém e complete com um tiro de rifle. Bom. Mas lembre-se que existem inimigos poderosos que farão o mesmo com você.


(e você que achava o Big Daddy chato, prepare-se para se deparar com o Handyman…)

Os combates mudaram um pouco por conta da ajuda da enigmática Elizabeth que consegue se virar sozinha (detesto jogo que você precisa escoltar alguém, o que não é esse caso). Ela ainda arruma munição, dinheiro e sangue (health) para você. Os aerotrilhos também deram mais dinâmica e fluidez, pois é uma boa forma de atingir alguém por trás, na surdina, ou mesmo de se esquivar nas horas de aperto. Não faltam também as habilidades (adquiridas aqui como presentes), cada uma servindo bem ao propósito daquele momento X do jogo.

Exploração também é outro quesito importante. Encontrar todos os diários para entender melhor a história (e o jogo está em português), procurar por munição ou por algum detalhe escondido. Abrir cofres torna-se necessário, mas para isso você precisa encontrar gazuas. O jogo te possibilita infinitas opções, mas nada tão fáceis assim, será preciso dedicação e observação aguçada do jogador. Mas Columbia te obriga a isso, pois é recompensante ver a arte fantástica do jogo que ao mesmo tempo consegue unir utopia, futurismo, o vintage e até mesmo a destruição e o abandono.

E por fim, o replay. Isso conta muito. Terminar um jogo e deixá-lo de lado é frustrante. Aqui, você tem várias dificuldades e terminar uma vez não é o bastante. Voltar a jogar, rever aquela sala, encontrar mais diários, experimentar outras artimanhas. E não é só isso: o melhor é que ‘Infinite’ nos deixa com vontade de rever os dois primeiros jogos. E jogue novamente. Vale a pena e você vai ver tudo com outros olhos. Eu diria que essa produção é um dos cantos de cisne dessa geração de consoles, que ainda apresenta um restinho de fôlego. Aproveite. E no futuro, diga ao seu filho: em 2013, eu tive o prazer de jogar ‘Bioshock Infinite’.

O jogo também tem uma trilha sonora que é um primor. Confira aqui quem participa da trilha

O jogo saiu para PC, PS3 e Xbox 360

Prós
+ Boas e variadas opções de combate.
+ Design e a criação de Columbia de uma forma geral
+ Narrativa e jogabilidade andam juntas em prol da arte nos jogos
+ Jogo de videogame não é mais coisa de criança há um bom tempo, e eis mais uma prova.

Contras
+ Ficar com um pouco de receio de tentar o Modo 1999

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