JOGOS – Metro: Last Light (2013)

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Quando joguei ‘Metro 2033’ (2010), ao finalizar o jogo, a primeira ideia que me veio à mente foi ler o livro do russo Dmitriy Glukhovskiy. Fiquei curioso, pois como sou fã da narrativa que envolve o cenário pós-apocalíptico, o jogo me despertou essa motivação. Claro que o ato não se cumpriu, acabei usando meu tempo de lazer com outros jogos e leituras, e assim, 3 anos se passaram. Agora, com outro título, temos uma sequência do jogo com algumas melhorias, mas sem perder o cenário caótico, desolador, escuro e rico de detalhes que estavam presentes em ‘2033’.

As mudanças neste jogo em relação ao anterior são poucas, mas sensivelmente notadas (e colaboram para uma maior imersão na jogatina). Por exemplo, o uso de stealth agora (apesar de opcional) é agradável e faz com que você descubra outros caminhos ou até mesmo itens que haviam passado despercebidos. O jogo contribui para você jogar em cenários escuros, quebrar ou apagar lâmpadas, se esgueirar pelos cantos, desligar caixas de luz. Claro que a AI dos inimigos às vezes é inconstante, às vezes falha e em outras é eficaz até demais. O jogo tem também alguns bugs, mas nada que atrapalhe a diversão.


(presencie um cenário desolador mas ao mesmo tempo digno de uma boa construção gráfica)

O personagem do jogo continua sendo Artyom. A narrativa de ‘Last Light’ é exatamente uma continuação do antecessor, logo, é importante ter jogado o primeiro. Diários espalhados pelos cenários lhe darão todo curso da história do jogo. Os cenários são outros atrativos: cidades subterrâneas, prédios abandonados, esgotos, pântanos, aviões e carros destruídos. Não estamos falando de gráficos que são os melhores dessa geração, contudo, de uma forma geral, é bonito ver o trabalho dos cenários que por vezes fazem o jogador explorar mais os quatro cantos. Num misto de survival horror, drama e de ação, esse FPS nunca te desanima apesar de muitos diálogos e história contada. Parece que em certos momentos somos realmente um leitor a folhear as páginas de um livro. Para quem gosta de jogos mais ágeis como Call Of Duty e Battlefield, isso pode parecer maçante.

Esse jogo chega numa época em que a geração de consoles está desgastada. Nem sei se ainda podemos esperar o ‘grande jogo’. Em contrapartida, ele é marcante sim, que te fará dar um replay, porque no final, faltou algo para complementar todo o jogo e a narrativa. E como o primeiro, aqui você usa uma máscara apropriada para não se asfixiar com o ambiente contaminado de alguns cenários. A máscara tem seu tempo, não desperdice isso, até encontrar mais algum refil. Jogos, a meu ver, resumem a grandes momentos por qual você passa. Imagine-se num pântano, escurecendo rápido, o tempo de ar da máscara acabando, seres mutantes te perseguindo, tudo isso atrás de um único galão de combustível? Suas mãos irão suar, o terror vai estar em cada passo e a sensação de perder tudo é iminente. Você vai se sentir recompensado ao conseguir escapar. Isso é que ‘Metro: Last Light’ está reservando para você, isso que jogos nunca podem deixar de ter.

O jogo saiu para PC, PS3 e Xbox 360

Prós
+ Mistura de ação, drama, stealth e survival horror.
+ Atmosfera assustadora, cenários bem detalhados e clima pós-apocalíptico.

Contras
+ Os comandos podem parecer complexos logo no começo do jogo.
+ AI dos inimigos é meio inconstante.

Dica preciosa: configure o seu monitor e sua TV bem porque o jogo se passa muito no escuro.

Para quem se interessou pelo livro ‘Metro 2033’, acesse aqui

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