WHEN SAINTS GO MACHINE – Infinity Pool (2013)

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‘Ten Makes A Face (2009)’ e ‘Konkylie’ (2011) são dois álbuns notáveis dos dinamarqueses do Where Saints Go Machine. Continuam passando em meu player até hoje. Agora retornam com o mais recente trabalho, ‘Infinity Pool’. E num misto de azar da banda com a minha decepção, o que temos aqui corresponde a um trabalho regular e incompleto pautado em algumas mudanças, que na íntegra, não foram tão eficazes assim.

Para começar, realmente o quinteto veio com alguma transformação. Tanto que a canção de abertura, ‘Love And Respect’, é a colisão entre um hip-hop enérgico com o pop-rock tradicional da banda. Junte a voz ágil do rapper americano Killer Mike contracenando com o timbre mais lírico do crooner Nikolaj Manuel Vonsild. Tudo soando meio estranho, todavia gostei do que ouvi.

O problema ocorre depois. O grupo que fez da eletrônica um bom apoio e uma colaboradora frequente em suas melodias, falha em canções insossas como ‘Iodine’ e ‘Webs’. O quarteto que sempre entregou faixas intensas, para grudar na mente, não acerta e compõe momentos passáveis e aquém de seu potencial.


(uma recaída na discografia da banda, mas a gente sempre conta com um próximo trabalho)

Quando tudo cai para o momento experimental ou que planeja dar mais destaque à voz de Vonsild, o resultado também não faz o disco engrenar. ‘Yard Heads’, ‘Degeneration’ e ‘Dead Boy’ chegam a dar sono no ouvinte.

Entretanto, nem tudo se perde. No meio de 12 faixas, salvam-se, além da já comentada abertura, algumas músicas isoladas. ‘Mannequin’, que nos faz lembrar de como o When Saints Go Machine sabe fazer canções e ‘System Of Unlimited Love’ que é bem conduzida com sua batida marcante e efeitos.

Senti muita falta de ouvir o disco inteiro, faixa por faixa, de contemplar esses dinamarqueses como eles realmente merecem. A regularidade de ‘Infinity Pool’ acabou sendo suprida pelos dois discos anteriores, infelizmente. Queria a velha rotina dos trabalhos anteriores. E talvez essa turma de Copenhague caia naquela máxima que algumas bandas não precisam mudar.

Site oficial

Veja o vídeo de ‘Mannequin’

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