GUIA DAS SÉRIES: Homeland

Anteriores:
+ Les Revenants
+ American Horror Story

Emissora: Canal Showtime (Fox 21)
Episódios: 24 (12 cada temporada)
Temporadas: 2 (a terceira temporada está prevista para começar no dia 29 de setembro de 2013).
Duração dos episódios: em média 50 minutos. Os primeiros episódios chegaram a ter 90 minutos de duração.
Baseada na: série israelense ‘Hatufim’ criada por Gideon Raff
Temas: questões religiosas, terrorismo, modernidade, guerras, organizações, dramas familiares

Assim como outras séries tais como ‘Mad Men’, ‘Homeland’ a princípio não teve muita aceitação de minha parte. Precisava engrenar na narrativa e fazia questão de entender o motivo de tanto hype. Como um tapa na cara, depois de uns 4 episódios, a série torna-se gigante, apela para a curiosidade do próximo episódio e projeta aquilo que realmente considero necessário hoje em dia: não entregar pistas concretas do que é bom ou mau e construir uma narrativa onde cada personagem é essencial para o desenrolar da trama.

Primeiramente, a parte técnica da série. ‘Homeland’ é bem equilibrada numa mistura de drama, thriller psicológico e ação. Capta bem o medo de se viver num país aonde o risco de um ataque terrorista é sempre iminente. No mesmo nível de um ‘Six Feet Under’, ‘Game Of Thrones’ e ‘The Sopranos’, a série não poupa esforços para se diferenciar, é bem construída tanto no elenco como nas cenas que geralmente são impactantes. Um capricho na produção que nada fica devendo às grandes produções do cinema. Sem apelar para um senso de patriotismo exagerado, ou mesmo sem resvalar para algum lado religioso em demasia, ‘Homeland’ mostra um mundo onde sentimos a fragilidade de viver a cada dia, revela o jogo de poder entre organizações e trata de autoridades que brincam de gato e rato com os chamados vilões que elas mesmas ajudaram a construir.


(momentos tensos temos de sobra na série)

Apesar de todo um capricho com os personagens, há de se destacar dois grandes nomes: Carrie Mathison (Claire Danes), uma agente da CIA com um alto cargo, mas que esconde sua bipolaridade para manter o emprego. Uma atriz que passa nas telas aquilo que realmente esperamos por sentimentos reais: dor, alegria, raiva, angústia, obstinação e misericórdia. Uma personagem tão complexa que mal pode ser descrita aqui. De qualquer forma, esse é o melhor trabalho da atriz, mais do que qualquer filme que ela tenha feito. E sim, o sargento Nicholas Brody (Damian Lewis), talvez um dos personagens mais intricados que pude ver neste formato até hoje. Ao mesmo tempo que Nicholas é um exemplar pai de família, ele tenta se estabelecer em seu país após os fatos que abrem a série e conviver com sua rotina, agora um tanto quanto diferenciada. Mas, a narrativa esconde surpresas e reviravoltas, por sorte nossa. Ainda destaco Dana Brody (Morgan Saylor) que é uma importante chave para o desenrolar da segunda temporada (foi igualmente para o final da primeira) e Saul Berenson (Mandy Patinkin), figura carismática e perspicaz, é quase uma espécie de mentor para Carrie.

Ambas as temporadas fecham com clima apreensivo, repletas de tensão e de inúmeras conclusões (sobretudo na segunda). Numa trama com constantes mudanças, reviravoltas e interpretações, ‘Homeland’ se sobressai e merece sim o status de uma das melhores séries da atualidade. Mais do que isso, vem provar como esse formato anda igualado ao cinema e promete muito mais produções de qualidade e entretenimento.

Site oficial da Showtime

Site brasileiro

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s