GUIA DAS SÉRIES (EXTRA): Considerações finais sobre Dexter e Breaking Bad

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ATENÇÃO! ATENÇÃO! ATENÇÃO!
COMO ESSE TEXTO TRATA-SE DE UM PARECER DO ÚLTIMO EPISÓDIO DE AMBAS AS SÉRIES, ADVIRTO QUE O MESMO É REPLETO DE SPOILERS. SÓ LEIA CASO TENHA ASSISTIDO ATÉ O FINAL!

Depois do impacto de LOST, não se falou muito mais em séries de TV como foi naquela época. Contudo, tanto Dexter como Breaking Bad vieram com propostas inovadoras. Um renomado legista que era um serial killer? Ou então, um professor de química com câncer que vê na metanfetamina um recurso para ajudar sua família no futuro? Com certeza não víamos ideias assim em séries. As citadas produções tem suas características distintas, em se tratando da preferência do público (senti isso pelos comentários nas redes sociais).

Dexter começou sensacional para muitos. Depois, sobretudo na quarta temporada em diante, várias pessoas sentiram uma queda no impacto que ela havia passado. Os fatores seriam os mais variados possíveis, mas julgo que com a identidade de Dexter sendo exposta aos poucos ou então a partir do momento que ele teve lá suas ajudas, como Lumen (Julia Stiles) na quinta temporada, talvez o charme da série (e do personagem) não conquistasse mais assim.

Breaking Bad começou quieta. Na época, até a revista Veja fez lá um comentário rápido. Porém, muitos amigos começaram a ver/conhecer o seriado com a terceira temporada. A história de Walter White alcança uma narrativa crescente, evolui seus personagens cruciais e os cliffhangers geniais prendiam o espectador para uma surpresa que o segurava nos demais episódios, nunca decepcionantes. Um misto soberbo de drama, suspense e policial se criava na tela.


e mais uma vez a relação entre irmãos foi tema constante nas telas

Dexter teve uma boa construção de personagem. Suas esquivas dos assassinatos, suas tiradas a respeito da índole humana e mesmo o seu envolvimento como pai. Claro que a série poderia ter recebido um desfecho mesmo na sétima temporada. Mas falaram: ‘vamos fazer outros 12 episódios para que a irmã Debra tenha um poder ainda maior na trama e que de certa forma compactue com o irmão sobre a verdade dos assassinatos). Digamos que foi uma temporada com os irmãos num plano principal, mais do que nas anteriores. Mais mortes para se desvendar, um outro vilão perspicaz, a volta de alguns personagens como Hanna e aquela certeza de que Dexter precisava fechar aí (ou mesmo antes na visão de muitos), já com o roteiro um tanto quanto desgastado.

Sem ser um final almejado por alguns, com a morte de um personagem importante na série (Debra) e com aquela culpa de Dexter de que ele mesmo trazia destruição a todos que amava, um suicídio entrava em cena. Ou então, fugir de tudo, começar uma vida nova, com aquele olhar do personagem que a gente conhecia desde lá no começo da primeira temporada. Pelo menos filho e amada estavam a salvos e para muitos, a figura Dexter Morgan nunca mais será lembrada/questionada. A morte de Dexter – não o homem -, e sim, o serial killer que agia para trazer justiça ao mundo?


…de professor de química passando por um famigerado traficante como Heisenberg…

A última temporada de Breaking Bad, de alguma forma, teve suas mudanças. O retorno da doença de Walter White que agora pretende se desligar da produção da droga e se unir à sua família. Mas não é nada fácil, uma vez que seu cunhado Hank sabe de suas ações e que seu parceiro Jesse Pinkman não anda muito mais amigável. Tudo é emoção à flor da pele. Walter, tal qual um foragido, contudo sofrendo as consequências que seu passado legou. Não podemos esquecer que ele era responsável pela pureza da droga, o imbatível Heisenberg como alguns assim o conheceram. E isso fez como que Walter tivesse seus problemas adicionais, uma pessoa marcada por seu envolvimento.

O último episódio é chave para termos os destinos do personagem, em especial, White. Ninguém arriscava um palpite. E com aquele título então? ‘Felina’? Cogitou-se algumas probabilidades. O episódio 16 é um bom resumo de tudo que foi a série. Os truques de Walter ligados à sua engenhosidade (e aqui foram 2 belos artifícios usando canetas com laser e um mecanismo montado no porta-malas de seu carro). Alguns flashbacks também trouxeram aquela vontade de rever as primeiras temporadas. Não faltou o jeito simples de Walter comemorar seu aniversário com fatias de bacon e até a rícina esteve presente.


várias cenas de uma série que deixará saudades

Fomos despertos para 55 minutos extraordinários e tensos, onde Walter vive o extremo de sua condição e de sua aceitação (de um pai para um bandido procurado que não tem muito o que perder mais). Num dos melhores momentos do episódio, ele diz a Skyler que fez tudo para ele mesmo, para ter um pouco de vida. Contudo, os verdadeiros bandidos não poderiam sair impunes, assim como seu antigo parceiro, Pinkman, que merecia uma redenção. E mais uma vez, um final honesto, real, cru, que nos mostra os caminhos que a vida nos propõe. Walter morre em meio a um laboratório. Feliz, sua meta de coração estava feita, deixar um dinheiro para sua família e de ter ousado/vivido quando a doença havia surgido (por que não?).

E que daqui pra frente, que mais produções interessantes apareçam na TV. Dexter e Breaking Bad devem (precisam) virar uma boa influência para o quê a sétima arte pode oferecer. O que acharam? Agradou o fechamento das séries? Opinem e mesmo critiquem. O espaço é de vocês.

As resenhas na íntegra sobre:
Dexter
Breaking Bad

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