JOGOS: O Mundo Impressionante de Fallout 3

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Fallout 3 está longe de ser um jogo original. Tem um vasto mapa/universo para ser explorado. Ora, mas isso os tantos RPG’s, sobretudo com temática medieval, também tem. A saga ‘Diablo’, ‘Sacred 2: Fallen Angel’ e ‘Oblivion’ não fogem à regra. Cidades, montanhas, pontes, cemitérios, rios, templos. Lugares insólitos por quais o jogador se aventura, descobrindo/matando/pilhando inimigos, cumprindo side quests (missões paralelas, mas não tão necessárias ao andamento do jogo), aprimorando armas e quesitos do próprio jogador (mais magia, mais agilidade, etc). Mas então, o que deixará ‘Fallout 3’ assim tão especial?

Quando a produtora Bethesda ficou a cargo desse jogo, ela teria um desafio em mãos para trazer à já notória franquia inovação ou mesmo uma nova experiência para o jogador. Neste caso, cito eu mesmo como exemplo, pois eu não conhecia as versões anteriores. Apesar de alguns bugs rotineiros nesse tipo de jogo, ‘Fallout 3’ tem fatores positivos de sobra. Escolha seus atributos preferidos. Comece a prestar atenção nos tutoriais. No jogo, você ficará a cargo do Pip-Boy, uma espécie de computador antigo e particular onde você verifica suas funções vitais, armamentos, medicina, missões, mapa. Observe atentamente os diálogos que já começam a surgir desde quando você é pequeno (eles podem traçar o rumo de suas ações e isso pode alterar o jogo). Desde criança, você aprenderá os primeiros guias de sobrevivência, e isso ainda dentro de um abrigo subterrâneo (a Vault 101).

Quando o caos começa a se instaurar e você precisa sair para enfrentar a imensidão de Capital Wasteland, é justamente quando vem a contemplação do jogo. Prédios em ruínas, carros destruídos, fábricas abandonadas, metrôs infestados de criaturas, rios com alto índice de radiação, cavernas, facções espalhadas, soldados amigos e inimigos, seres mutantes. Nem monumentos históricos escaparam da destruição, a exemplo do Lincoln Memorial. E cada localidade que você vai descobrindo gera horas de exploração. Dentro de um prédio, por exemplo, eu posso atingir um túnel subterrâneo e encontrar mais desafios pela frente. O destaque fica por conta de um cenário retro-futurista, mas ao mesmo tempo nos deparamos com um panorama decadente/pós-apocalíptico/desolador, algo visionário e assustador digno de um filme bem produzido de sci-fi.


(imersão, liberdade, desolação, surpresas e muito mais o jogador encontrará nesse jogo)

CERTOS SPOILERS DE ALGUMAS MISSÕES
Outro trunfo do jogo vem da liberdade, do fator de escolher, de seguir o bem e o mal. Em Megaton, por exemplo, eu poderia acabar com o lugar de vez ou apenas desarmar a bomba que ficou paralisada no centro da localidade. Em outra ocasião, eu chego numa aldeia com apenas 2 habitantes onde eles disputam entre si por uma coleção de refrigerantes. Quem você ajudará? Em outra parte, uma fortaleza cercada de ferro-velho para todos os lados é dominada por um cruel bandido que negocia escravos. A missão mais aterradora foi negociar com um ser meio zumbi, meio humano, para que ele e seu grupo pudessem adentrar num resquício de apartamentos de luxo, onde agora, poucos humanos tem o privilégio de morar. Sabotar ou não, mas saiba que tudo vai influenciar até nas armas que você poderá obter.

CONTINUE LENDO SEM SPOILERS
O jogo trabalha tanto em primeira como em terceira pessoa. E é justamente aí que vem umas das falhas cruciais. A visão desta última trabalha mal, parece que o personagem está flutuando, e infelizmente a Bethesda não pensou em abrir mão da famosa visão atrás do ombro do personagem (‘Resident Evil’ e ‘Dead Space’ que considero as melhores visões/câmeras da atualidade). O sistema de V.A.T.S. foi implantado para gerar uma estratégia maior do jogador. Você aberta um botão, a figura do inimigo aparece com suas partes expostas do corpo e onde elas podem ser mais atingidas, gerando assim uma tática (talvez não seja melhor acertar um mutante em sua perna?). Claro que algumas cenas que apresentam esse momento poderiam ter uma melhor visualização, fica um recado para a produtora em, quem sabe, Fallout 4.

Fique com a edição ‘Game Of The Year’ que vem com o jogo normal mais as expansões que são tão boas quanto: ‘Operation Anchorage’, ‘The Pitt’, ‘Broken Steel’, ‘Point Lookout’ e ‘Mothership Zeta’. Esteja pronto para conhecer o mundo de Fallout, embora, talvez, você não consiga sair dele tão fácil.

O jogo é de 2008 e saiu para PC, PS3 e Xbox 360.

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