ELEPHANT STONE – Elephant Stone (2013)

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Um conselho, quem ouviu e curtiu o primeiro álbum do Elephant Stone não deve perder esse segundo disco, afinal tudo de bom que havia ali pode ser encontrado aqui com novas abordagens.

O nome da banda vem do título de uma canção dos Stones Roses. A música por sua vez pode remeter à cena da qual os Stone Roses fizeram parte: Madchester. Mas as influências musicais desse grupo canadense estão duas décadas atrás da banda de Ian Brown, na música pop feita na Inglaterra nos anos sessenta, e aí entram principalmente Beatles, Kinks e Byrds.

Outra das paixões da banda parece ser a de criar canções assobiáveis com frescor pop, acompanhadas por guitarras geralmente melodiosas, às vezes ruidosas.

E se a referência é sessentista, não deixa de aparecer uma cítara em algumas faixas do álbum, dando toques indianos, outra das paixões do vocalista e líder da banda Rishi Dhir, e elementos marcadamente psicodélicos.

Se pensarmos que encontrar álbuns equilibrados parece tarefa cada dia mais difícil atualmente, e se esse for um quesito para se chamar de grande um álbum, então bata-se o “carimbo” nessa bolacha do Elephant Stone. Em dez canções e menos de quarenta minutos, eles entregam um disco coeso e de canções que parecem guardar ligações entre si, de forma que é possível ouvi-lo de modo aleatório e ainda assim tudo fará sentido.

A abertura com “Setting Sun”, “Heavy Moon” e “Masters of War” foi das melhores coisas de 2013, e quando a quarta faixa entra e imagina-se uma caída, o que seria normal, eles entram com o jangle-power-pop de “Hold Onto Yr Soul”, e aí vem a lembrança do Teenage Fanclub, mas não com o desejo de ouvir ‘Bandwagonesque’ ou ‘Grand Prix’, mas de chegar até a faixa seguinte e ver o que esses canadenses ainda estão por aprontar. Aí vem a pop-psicodelia-lisérgica-beatlemaníaca de “A Silent Moment”.

Por um momento vem a pergunta de quantas canções nesse disco poderiam facilmente ser single, afinal “Looking Thru Baby Blue” e “Love the Sinner, Hate the Sin” bem poderiam ser o carro-chefe do disco. Ou seja, mostram-se melodistas de mão cheia, o que irá em muito agradar àqueles que gostam de melodias que ficam revirando na mente em momentos de descontração.

Valeu a pena esperar quatro anos, para reencontrar a banda.

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2 pensamentos sobre “ELEPHANT STONE – Elephant Stone (2013)

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