HALLS – Love To Give (2014)

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Dor, melancolia, perda, saudade, depressão. Geralmente, sentimentos são ligados entre si e por muitas vezes constroem a música. Paredes de guitarra arrasadoras, bateria vertiginosa, letras sufocantes, arranjos impecáveis. Junto com os sentimentos citados anteriormente, tais elementos sonoros se agregam para definir uma canção ou mesmo um álbum. ‘Love To Give’ me passou tudo isso, e apesar de simples palavras e definições, eu não teria escrito nada desse álbum não fosse esse início inspirador.

Num ano com excelentes ‘segundos álbuns’, o Halls é mais uma prova da vida inteligente no cenário musical da atualidade (apesar de alguns baterem o pé dizendo que não há mais qualidade). Quem está por trás do Halls? O músico inglês Sam Howard. Franzino, arredio à mídia, poesia em cada frase desfiada, um despontar valioso nessa nova safra de cantores. Não me esqueço da tarde em que conheci esse disco, e das 3 vezes que ouvi até me sentir arrebatado pelo que continha ali. 40 minutos que se transformam em 2 horas de enaltecimento e prazer (dois sentimentos que sempre relacionam o ouvinte com a música de qualidade).

Claro que como a arte sempre reserva alguns ‘achismos’ e comparações, é fácil antecipadamente taxar o Halls como (mais) uma cópia de Radiohead. Só para constar, a épica e desgovernada ‘Aria’ poderia ser algo do quinteto (numa boa), porém, acho que é a canção que a turma de Yorke poderia ter feito na atualidade (mas sem ser tão Radiohead assim). Entenderam? Não importa. O Halls cria sua identidade, seu talento, canções que te animam e que depois da calmaria, te jogam num vértice avassalador (mas isso não poderia ser algo do iLiKeTRaiNS? Novamente, não importa). Acontece que, como no caso do (também) segundo disco do East India Youth, esse é mais um trabalho sem gênero definido e cada minuto é uma surpresa bem vinda para nós, ouvintes. Aquela porrada que fecha os 9 minutos de ‘Body Eraser/Avalanche’ é algo descomunal e até covarde para quem esperava que o música fosse se inebriar do acústico ou do Ambient.

Mesmo em momentos mais frágeis e menos assolados por guitarras, somos tomados pela beleza dos arranjos. ‘Aside’ prova que Sam tem muito terreno musical para explorar, desliga as guitarras para dar um toque mais folk/acústico a uma canção marcante com menos de 3 minutos. Quando se faz valer mais de suas qualidades vocais, agrada da mesma forma e resvala para um comportamento mais clássico, o piano que eleva a magia de ‘You Must Learn To Live Again’ não me deixa mentir.

Observação:
Como havia feito a resenha também, o Luciano pediu para que eu a postasse (senão eu perderia o texto). Agradeço a ele de coração, A resenha do amigo Luciano se encontra aqui

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Veja o vídeo oficial de ‘Waves’

3 pensamentos sobre “HALLS – Love To Give (2014)

  1. Obrigado, Luciano, pela oportunidade de eu não ter perdido uma resenha boa de um disco tão merecido assim (admito que ficaria meio triste caso perdesse esse texto, em especial). E quanto ao Ângelo, pela atenção e pelo carinho que ele sempre dá aos nossos textos, buscando sempre ficar curioso quanto às bandas que vamos resenhando. E eu confesso que vcs não tinha percebido esse disco, achava que vcs deixariam passar em branco (ainda bem que não).

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