SAINDO DO FORNO: My Sad Captains – Best Of Times (2014)

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2014 é o ano do amadurecimento de muitas bandas. E isso acontece com algumas as quais eu desconhecia totalmente. Coloque nesse caso, o quarteto londrino My Sad Captains. Fazendo parte do sempre interessante e vasto catálogo da Bella Union, os ingleses mostram neste terceiro trabalho músicas com arranjos mais complexos, sem omitirem belas melodias, por vezes cativantes e hipnotizantes. Um disco com 9 canções que a cada audição torna mais interessante. A abertura de ‘Goodbye’ com aquela guitarra dedilhada e o refrão pegajoso já é um convite certeiro para seguirmos adiante. ‘In Time’ com seus mais de 7 minutos é uma canção épica, cujos instantes finais são ainda mais interessantes com efeitos e elementos eletrônicos que chegam sorrateiramente. ‘All Times Into One’ ganha contornos mais climáticos, mas não se esquece de dar prioridade a uma boa cozinha (e é outra música que vai se engrandecendo). ‘All In Your Mind’ resvala para um momento mais acústico, e mostra que a banda sabe se enveredar corretamente para um folk. ‘Hardly There’ trabalha com o peso das guitarras e comprova, de vez, o talento do quarteto. Um disco para dar atenção e que dá esperanças para os próximos trabalhos do grupo. Ficaremos atentos.

Recomendado para quem gosta de/influências:
Wilco, Elliott Smith, Beck, Butcher Boy

Curiosidade: o nome Sad Captains foi retirado de um poema de 1961 escrito por Thom Gunn, aqui

Componentes da banda:
Ed Wallis (Vocal, guitarra), Nick Goss (Guitarra), Jim Wallis (bateria/percussão, teclados, vocais), Dan Davis (baixo)

Os outros discos:
Here And Elsewhere (2009)
Fight Less Win More (2011)

Site oficial da banda

Veja o vídeo de ‘Goodbye’

5 pensamentos sobre “SAINDO DO FORNO: My Sad Captains – Best Of Times (2014)

  1. Ângelo, eu também não havia gostado da outra metade do disco, simplesmente porque as quatro primeiras músicas são perfeitas, mas depois, com algumas audições atentas, descobri outras pérolas. Eu acho que o álbum fica dividido, a primeira metade ficou mais em experimentações eletrônicas e lembra como o próprio Elton em seu comentário disse, muitas bandas ali, do início da década de 2000 (ainda acho que tem muita coisa dos desaparecidos The Fatales neste disco). A outra metade, fica bem mais num folk-rock, beira mais a melancolia, e os instrumentos acústicos estão mais presentes. E sim, devo agradecer ao Elton, pois a banda foi dica dele. Obrigado pelos comentários de ambos, Ângelo e Elton.

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  2. Esse álbum é bem redondinho. “In Time” é uma das grandes faixas da temporada. Remete aos bons momentos da música independente do início desse século! Garotada talentosa. Tomara que a banda mantenha o nível! Suas referências são ótimas!

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  3. “Goodbye” é uma das melhores canções que escutei este ano! Quanto ao álbum que é até interessante, gostei mais da primeira metade, pois na segunda metade não é tão regular!

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  4. Francisco, obrigado pelo comentário. Pois é, quando ouço discos assim, que nota-se uma influência em certa parte dos 80, claro que muitas bandas passam pela minha cabeça. Em certos momentos lembrei tb de Lloyd Cole (mais no instrumental). Mas acho que música é assim mesmo, nós ouvimos muitas coisas, e sempre uma parcela de alguma banda fica ali, retida na banda resenhada. Até mesmo pq geralmente são discos de cabeceira dos músicos do grupo em questão. Abraços e volte sempre.

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