NÃO DIGA QUE NÃO AVISEI: Zombie Hunter (2013)

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Zumbis nunca tiveram tanto em voga como nestas duas últimas décadas. Desbancaram facilmente vilões ilustres do gênero terror como Jason Voorhees, Michael Myers, Pinhead, Chucky, lobisomens e vampiros. O quê começou como um clássico lá de 1968 do mestre George Romero (‘A Noite Dos Mortos Vivos’), acabou gerando tantas outras produções sobre esses seres famintos por cérebros. Surgiram em jogos (a série ‘Resident Evil’, ‘Left For Dead’ e ‘Dead Island’), foram astros do terror com comédia (‘Zombieland’ e ‘Shaun Of The Dead’) e alavancaram quadrinhos e séries ao redor do mundo (‘The Walking Dead’).

As produções com os pobres e putrefatos seres continuam com força. Ganhando um clima de terror B (mas aqui bem mais fajuto), ‘Zombie Hunter’ chega na cola das produções com zumbis, de preferência aquelas que tragam a comédia com o escatológico. Até funcionaria se o filme tivesse uma narrativa capaz de segurar o espectador e que tudo não caísse para um besteirol sem fim. Prepare-se para cenas hilariantes e todos aqueles personagens (já bem estereotipados) do terror que provocam mais risos do que assustam. O mocinho que se esquiva de tudo, a gostosona que tem mais corpo que cérebro, o garoto nerd que vive atrás da já citada gostosona, o misterioso, enfim, já sabemos que esse grupo seleto terá que se virar em meio a hordas de zumbis.

O que traz certo destaque neste longa-metragem talvez seja a aparição de Danny Trejo (famoso por ‘Machete’) no papel de um padre chamado Jesus, todo truculento e fortão. O ponto alto do filme, até mesmo porque o ator se consagrou em produções assim, de baixo orçamento. Para quem gosta de ação, a presença de Trejo é sempre uma garantia de boas porradas. Claro que a película tem seus momentos que exageram, beirando até a jogos de videogame, isso é o que eu posso dizer de zumbis que surgem do naipe de um Tyrant (os zumbis chefes dos primeiros jogos de ‘Resident Evil’). E o quê dizer de um sangue que mais parece gelatina? Um líquido bem estranho que sai dos zumbis depois de desmembrados. Espere ainda por palhaços malucos com motosserra e perseguições loucas por ruas de cidades desertas. Tudo meio sem sentido (e olha que no início até estava empolgado), vale para quem é realmente fã do cinema trash, contudo, há muitas outras boas opções para se ver.

Algumas produções citadas aqui, leia as nossas resenhas
Zombieland (Zumbilândia, 2009)
A série The Walking Dead

‘Zombie Hunter’ no IMDB

‘Zombie Hunter’ no Filmow

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