FREDO VIOLA – Revolutionary Son (2014)

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Apesar do nome, ele é inglês (atualmente reside nos EUA). Talentoso, ótimo crooner e músico que demonstra várias influências. Se ‘The Turn’ (2008) era uma prova concreta da maestria de Viola, 6 anos depois, ‘Revolutionary Son’ chega comprovando de vez as qualidades do artista. Contudo, entrar no universo sonoro de Fredo não é tão fácil assim, uma vez que o cantor busca fazer um som intrincado e com arranjos bem complexos, cheio de camadas vocais, experimentações, barulho, efeitos e hoje, na atualidade, talvez seja um dos artistas com identidade própria mais acentuada (com certeza, poucos o imitam no cenário musical).

O aspecto mais visível – entre muitos – da música de Fredo Viola são as camadas de vozes. Numa espécie de montanha-russa, o ouvinte é hipnotizado e atordoado com o lirismo do cantor desfiado em jogos vocais que ficam bonitos com a presença de vocal feminino em ‘Brights Unbrightened’ ou mesmo com uma voz infantil na lúdica e descontraída ‘A New Adventure’.

Acontece que o músico deve ter ouvido muitos discos antigos. E hoje, não tem medo de jogar isso no caldeirão. O vaudeville, a música de cabaré, psicodelia, trilhas sonoras e até mesmo a música à capella. As 11 faixas não nos deixam mentir. ‘The Whites’ poderia ser algo que se encaixaria facilmente no prog-rock 70’s sem temor algum. Posso estar exagerando, entretanto ‘Jackson Island’ entraria tranquilamente no repertório de algo dos Beatles fase ‘Revolver’ (1966). Não bastasse a competência vocal de Viola, claro que ele não se esquece de belos arranjos. Pianos e sopros em ‘Revolutionary Son’ e violinos que trazem a melancolia exata de ‘Supplicant’s Song’.

O disco tem sim seus momentos mais estranhos e que necessitam ainda mais da compreensão do ouvinte. Bons fones e um ouvido apurado serão precisos nas extensas ‘The Cult’ e ‘A Flood In The Cellar’. Canções essas que deixam um gostinho de trilha sonora (vale lembrar que o músico também já trabalhou com cinema). Um álbum cheio de detalhes, que mostra um artista assumindo cada vez mais suas particularidades musicais únicas e extravagantes (no melhor sentido dos adjetivos). Para quem achava que nunca mais veria algo do músico, um belo e bem vindo retorno.

Leia a resenha de ‘The Turn’ (2008) aqui. Reparem no desfecho dessa resenha…

Site oficial

Na Bandcamp

Escute ‘Brights Unbrightened’ (uma das mais belas do álbum)

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