CINEMA: Snowpiercer (Expresso Do Amanhã, 2013)

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Sempre tive interesse pelo cinema coreano. Ou mesmo, pelo que foi influenciado dele. Alguns diretores como Joon-ho Bong estão entre os meus preferidos neste século. Do diretor citado, considero ‘O Hospedeiro’ (‘The Host’, 2006) e ‘Mãe, A Busca Pela Verdade’ (‘Mother’, 2009) os melhores filmes que vi até hoje em minha história de cinefilia. ‘Snowpiercer’ é o primeiro filme de Bong a ser filmado com língua inglesa.

Película que traz um cenário pós-apocalíptico, e mais uma vez, serve de alerta para nós, humanos, por vezes mesquinhos em relação ao futuro desse planeta. Em 2031, a Terra sofre um cataclisma e fica coberta por neve e gelo. Pensem em algo como uma nova era glacial. Os poucos sobreviventes que restaram estão a bordo de uma locomotiva que é comandada por um homem chamado Wilford. Evidente que dentro do próprio trem, as classes sociais existem. Curtis é um corajoso homem que ocupa a traseira do veículo (aqui chamada de ‘a cauda’) e que pretende mudar a situação da tripulação maltrapilha que ali se encontra.

‘Snowpiercer’ é uma série de estratégias que dá certo e que funciona paralelamente bem. Serve de metáfora para as diferenças e mazelas sociais ou para os mecanismos que controlam uma massa desfavorecida, traz um bom resumo do cinema coreano, sobretudo nas cenas de ação que não perdem o ritmo e consegue ser um seguro entretenimento que mescla sci-fi, ação e thriller. O filme vai soar estranho para muitos, com certeza, mas conforme os vagões são revelados para o espectador, há como achar beleza em tudo, ou mesmo crueldade. Pelas janelas do imenso trem, um mundo despedaçado envolto por neve, no interior, um cenário que ora pode ser cinzento ou mesmo pode ser colorido. As cenas de ação, conforme dito antes, são memoráveis e seguem aquela escola coreana que já conhecemos. Destaco a cena que acontece durante a passagem pela ponte Yekaterina.

A verdade vai se mostrando a Curtis e seus liderados de forma gradual. O que eles comiam, quem o trem escondia, o que eles não sabiam. Chocante e tocante. O elenco é outro trunfo do filme, contando com alguns nomes já experientes no cinema tais como Ed Harris, John Hurt, Tilda Swinton e Chris Evans (tentando fugir do papel de ‘Capitão América’ no qual é mais conhecido). Bong mostra que assimilou muitos filmes onde a crítica social era tema principal como não se esqueceu de nos oferecer o espetáculo visual: o interior de alguns vagões, a cenografia das cenas de ação ou mesmo a sujeira que impregna a classe mais desfavorecida do trem. Uma película que vai mostrando suas influências sem pudor, desde algumas ideias do jogo Bioshock (se você jogou, vai entender o que digo) até a linguagem de HQ’s (o filme é inspirado na graphic novel francesa ‘Le Transperceneige’ de Jean-Marc Rochette e Jacques Loeb). Pontos para o diretor e para o cinema que sempre pode surpreender.

IMDB

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Sobre a HQ

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