CINEMA: Divergent (Divergente, 2014)

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Virou realmente moda fazer filmes de livros renomados que trazem jovens como protagonistas. Foi assim com a trilogia de ‘Jogos Vorazes’ (que ainda falta a terceira parte nos cinemas) e parece ser assim com a saga infanto-juvenil ‘Divergent’ (igualmente uma trilogia, porém a última parte, ‘Convergente’, será dividida em dois filmes). Há quem abomine filmes assim e criticar é sempre a primeira opção. Eu, como gosto de narrativas que abordam uma sociedade vivendo em distopia, fico sempre curioso em ver o que está embutido ali. Lembrando que não li os livros, mal conhecia a história, logo, tudo chega pra mim com uma suprema curiosidade.

Shailene Woodley, a nova aposta de Hollywood, vive o papel de Beatrice (Tris). Ela, seu irmão e outros jovens, ao completar 16 anos, precisam escolher entre as 5 facções que agora regem um mundo pós-guerra. Divididas em categorias que abordam a índole humana, Tris se sente atraída pelos Audaciosos, o que talvez pode contrariar seus pais que fazem parte dos Abnegados (Altruístas). Mais do que isso, em seu teste, Beatrice descobre ser uma divergente, um tipo raro dentro do sistema das facções e que não deveria ser exposto à sociedade.

O filme se passa a partir da escolha de Tris, as consequências, seu treinamento, seu desligamento da vida adolescente (a ruptura com os pais). Num misto de aventura, sci-fi e romance, ‘Divergent’ é menos chocante que ‘Jogos Vorazes’ por apresentar jovens que não se matam entre si, e sim, tentando obter um lugar de respeito em sua facção (os não-aceitos cairiam para o lado dos ‘sem-facção’, algo como uma espécie de marginalização).

Claro que o filme carrega suas metáforas: as facções (classes e castas sociais), o divergente (a pessoa que pensa diferente ou pode se tornar uma ameaça contra o sistema autoritário), os ‘sem-facção’ (os indigentes que os poderosos tentam mostrar como o defeito da sociedade). A película traz esse tom de crítica, busca promover uma conscientização através de um olhar juvenil (só não sei se muitos jovens tirarão lições disso).

No meio de acrobacias, treinamentos, reviravoltas, descobertas, rebeldias, flertes e muito espírito juvenil, a produção de Evan Daugherty se destaca como um ligeiro entretenimento e a gente até espera pela parte dois, ‘Insurgente’ (2015). Falta uma rebeldia mais viçosa, a distopia aqui é fraca (se compararmos com filmes de peso como ‘Laranja Mecânica’ (1971) e ‘V de Vingança’ (2006), por exemplo) e o inconformismo acaba se perdendo em meio a rostos joviais e bonitos.

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