O Ano de 2014 em Cinema, Séries e Jogos


(três exemplos de como a arte esteve bem representada em 2014: filme ‘O Grande Hotel Budapeste, seriado ‘True Detective’ e o jogo ‘Child Of Light’)

Anteriores:
+ Filmes, jogos e séries que me conquistaram em 2013
+ Considerações sobre cinema, séries e games em 2012

INFORMAÇÃO PRÉVIA:
Assim como nos discos, não coloquei as minhas preferências aqui por ranking, e sim, por ordem alfabética.

———————————– CINEMA ——————————–
Sempre difícil falar dos filmes de algum ano. Isso porque nunca situamos qual o verdadeiro ano daquela produção, muitos filmes chegam tarde nos cinemas ou mesmo porque a gente vai assistir aquela película só no próximo ano. Não tem problema. Cinema sempre surpreende. Novamente tivemos de tudo, à escolha de cada espectador. ‘Boyhood – Da Infância à Juventude’ trouxe a qualidade da direção de Richard Linklater. Mais do que isso, nos transporta para as telas, parece que estamos vivendo a história do menino Mason. Um filme que é vida pura.

O terror também compareceu de forma certeira e aterrorizante no australiano e modesto ‘The Babadook’. Para quem achava o gênero meio apagado, acho bom dar uma conferida. ‘Snowpiercer’ traz uma mistura de cinema coreano, sci-fi, ação e até mesmo de jogos como ‘Bioshock’. Eu gostei disso tudo, interessante por demais e carregando uma metáfora que é um verdadeiro tapa na cara das divisões de classes sociais.

O interessante foi presenciar que mesmo nessa era de tecnologia 3D suprema e dos efeitos especiais mirabolantes, o cinema prova que precisa sim não de um alto custo, mas que roteiros e tramas bem elaboradas podem absorver o espectador. Cito entre alguns o ‘Ela’ de Spike Jonze e ’The Rover – A Caçada’ de David Michôd.

MANCADA DO ANO
Alguns filmes que tem a distopia como tema e destinados especialmente ao publico juvenil não engrenaram como deveriam, pois até que possuem ótimas ideias. ‘Maze Runner – Correr Ou Morrer’ e ‘Divergente’ são efêmeros entretenimentos para um chato domingo, porém ficam nisso.

OS FILMES ESCOLHIDOS

———————————– SÉRIES ——————————–
Cada vez surgindo novas séries no mercado, o espectador não teve do que reclamar. Vários gêneros, séries que renovaram, outras que continuaram geniais, novatas que prometem. Considero o pior do formato, na minha opinião, a espera de outro ano para acompanhar a conclusão de algumas temporadas, neste caso temos ‘Suits’, ‘Mad Men’ e ‘The Walking Dead’ (todas com uma meia-temporada segura e agradável ao espectador). O suspense policial e o mistério estiveram a todo vapor com a finalização de ‘The Killing’, a guerra entre FBI e criminosos de ‘The Blacklist’ e a genialidade de ‘True Detective’. Citando essa última, vale afirmar a estrutura narrativa consistente com direito até a plano-sequência que encantou muitos naquele terceiro episódio.

‘Homeland’ que não prometia tanto depois da morte/lacuna de alguns personagens principais, foi revitalizada e trouxe uma temporada capaz de nos prender na cadeira, muito mais tensa até do que as anteriores. Séries ganharam mais glamour, algumas receberam uma impecável super- produção (o que dizer de ‘Game Of Thrones’?), tivemos o prazer de ver fatos da História Mundial (‘The Vikings’) ou mesmo de entrar num universo de super-heróis (‘Arrow’ e ‘The Flash’).

MANCADA DO ANO
Séries que já deveriam ter passado dessa pra melhor como é o caso de ‘Haven’ e ‘The Following’, chatas ao máximo e perdidas em sua própria narrativa.

OS SERIADOS ESCOLHIDOS

———————————– JOGOS ——————————–
Considerei um ano muito melancólico para os jogos. De uns 5 anos pra cá, esse pode ter sido o ano mais fraco. Produtoras vieram com muitas continuações, remasterizações para os novos consoles, mas esqueceram em parte de trazer personagens e franquias novas. Senti também uma falta de ousadia, aceitável pois toda mudança de geração de console traz um certo receio ao hardware novo.

O ponto altamente positivo vai para os jogos que infestam a PSN e Xbox Live. Baratos, ocupam pouco espaço de HD e dotados de boas ideias para o que pode vir de 2015 em diante. ‘Child Of Light’ e ‘Valiant Hearts – The Great Wars’ são dois belos exemplos disso tudo. Para quem adquiriu videogames agora, baixar jogos antigos (do PS2) e as ótimas collections (como ‘Prince Of Persia’ e ‘Hitman’) deram um pouco de alegria e boas horas de jogatina. Não virou meu jogo do ano, entretanto admiro o trabalho feito em ‘The Evil Within’. O jogo na verdade serve como um despertar para o survival horror, gênero esse que pode trazer boas novidades em 2015.

Observação: não avaliei jogos como ‘Far Cry 4’ e ‘Dragon Age Inquisition’ porque ainda não os joguei. Falo isso por conta de que tais jogos estão em muitas listas de 2014 e alguém pode sentir falta de ambos aqui.

MANCADA DO ANO:
PS4 sem HD de 1 Terabyte? Não dá, sobretudo pelo tamanho dos jogos que virão a partir de agora.

OS JOGOS ESCOLHIDOS

———————————– ATÉ ANO QUE VEM ——————————–

Emocionado em compartilhar mais um ano com vocês.

Então é isso. 2014 foi um ano bom, e como todo ano, teve lá suas lacunas e seus sucessos. Em 2015 teremos mais, muito mais. Sempre contando com a visita de vocês. Boas festas a todos e até janeiro.

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