JOGOS: Resident Evil HD Remaster (2015)

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Tudo bem, 2015 está promissor de jogos, recheado de lançamentos aguardados nos próximos 11 meses. Porém, daqui a alguns dias, semanas e até meses, o assunto do momento será Resident Evil HD Remaster. O jogo estará novamente em foco nos fóruns, no site Mypst, em resenhas como essa. Detonados e guias (vulgos walkthroughs) serão procurados à exaustão, tanto para relembrar a arquitetura complicada da notória Mansão Spencer como para os velocistas que adoram uma speedrun (fazer o jogo em menos de 3 horas para ganhar o lança míssil com munição infinita).

Com motivos de sobra, Resident Evil merece esse status. Quase 20 anos atrás, o jogo assombrou o mundo. Algo que veio a ser copiado depois, e numa espécie de própria herança negativa, uma série que virou um blockbuster de ação para muitos, perdendo seu legítimo status/império de survival horror. Quando fui apresentado ao jogo, em 1996, lembro que meu colega escondeu sobre o que eu iria encontrar pela frente. E depois de uns 10 minutos, com aquele cachorro quebrando a janela e correndo pra cima da gente, com o susto recebido, eu como jogador nunca mais fui o mesmo (e nem o mundo dos jogos seria). Toda uma concepção nova chegava a partir dali.

Antes de bajular totalmente, lógico que faço uma ressalva. Esse jogo nada mais é que um remake de outro remake. Como assim? A Capcom já tinha feito essa bela experiência antes no Gamecube em 2002. Pegou a versão do PS1 e colocou tudo aprimorado, adicionou outros elementos (as armas de defesa), incluiu novos inimigos e alguns cenários novos. O mal chega aí, em 2015, claro que a empresa poderia ter reestruturado ainda mais, sobretudo para os consoles da nova geração como o PS4. Mas não o fez, como não perde seus méritos, de forma nenhuma. Um jogo que não ficou datado, e para quem perdeu a versão do GC (o meu caso), tudo vira um novo atrativo, tudo ganha um contorno mais realçado, e como disse antes, esse é um dos jogos mais complicados/difíceis da franquia que sempre rende uma nova jogatina.

A munição é escassa (fato que se perdeu em parte do quarto jogo da série em diante), o inventório compreende apenas 8 objetos (isso com a Jill, Chris são apenas 6), corredores são apertados, a arquitetura engana e chega a causar nervoso em certos momentos, puzzles são mais frequentes, a morte é mais iminente, tudo diz que se é preciso jogar novamente esse clássico. Algumas mudanças vieram nos controles, aonde você pode jogar com uma configuração mais nova ou continuar com a antiga (com o velho botão para correr). Fora isso, a jogabilidade está fluente, loadings não são maçantes, acessar o inventário de itens está simples e sem frustrações. As novas adições dão um fôlego maior a esse primeiro jogo da série.

Para os caçadores de conquistas/troféus, não faltam motivos. E existem até mesmo os jogadores que já fizeram 100% mesmo na versão japonesa. Com certeza muitas jogadas precisarão ser feitas. Terminar com Jill e com Cris (fazendo os dois finais de cada um), terminar apenas usando a faca, modos de dificuldade variados e até um modo aonde inimigos invisíveis te atacam (tudo bem que isso tinha lá na versão do GC). Para os que não ligam muito para premiações, o importante é contemplar novamente a história, ver as origens do terror, voltar a percorrer cada cômodo da mansão. Outro atrativo para a aquisição foi o preço da versão digital. Por 40 reais, o jogador tem o direito a versão do PS3 e do PS4.

E mais uma vez, um dos jogos mais importantes do ano pode ser um remake (em 2014 foi o belo remake de Final Fantasy X). Nada tão estranho assim, sobretudo para um jogo que mudou em parte a história dos videogames e não apenas isso, fez muita gente continuar jogando, fez muita gente entender porque essa indústria cresceu bastante nos últimos anos.

A versão testada e aprovada foi a de PS3.
O jogo também saiu para PS4, Xbox 360, Xbox One e PC.

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