JOGOS: Resident Evil Revelations 2 (2015)

‘Capcom traz personagens clássicos da franquia como Barry Burton e Claire Redfield, mas erra ao fazer mais um jogo com pouco suspense e muita ação de blockbusters’

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+ Borderlands: The Pre-Sequel (2014)

Resident Evil Revelations tinha lá seu charme e apelo. Dentro de um navio, com corredores claustrofóbicos, escapar de monstros e de zumbis era ainda convidativo, sobretudo para um fã do gênero survival horror. Apesar disso, o jogo vinha com base no quinto e sexto jogo da franquia, capítulos esses aonde o velho e bom Resident Evil ganhou ares de filmes blockbusters, com ação frenética, monstros gigantescos e suspense deixado um pouco de lado. Logo, terminei a campanha, guardei o jogo e nem voltei para os extras como colecionáveis, conquistas/troféus e o Modo de Raide.

E Revelations 2? Volta uma das melhores heroínas da franquia, Claire Redfield. Junto a ela, Barry Burton que procura por sua filha, Moira (personagem nova). Ao lado de Barry, uma menininha que surge, Natalie (fã de atirar tijolos nos monstros, isso mesmo!). Todos estarão numa ilha misteriosa, depois de serem jogados ali por uma espécie de supervisora que controla e espiona tudo. Junto com eles, o grupo de cientistas da empresa TerraSave. Os sobreviventes precisam lutar em meio às aberrações e descobrir o quê e quem está por trás de tudo.

A novidade nesse novo jogo é o seu conteúdo. Podendo ser baixado como mídia digital, o jogador tem a alternativa de experimentar por episódios (que seriam lançados a cada semana, talvez até para gerar um certo frisson no jogador). Cada episódio contém duas partes (a história de Claire e a de Barry, que ainda não se encontraram na ilha). São 4 episódios, mais dois extras incluídos. Isso tudo por 50 reais (o que me animou um pouco). Temos o velho sistema de pontuação (ranks) conforme o desempenho do jogador, tesouros colecionáveis (para a compra de habilidades) e itens escondidos.

Em relação ao primeiro, algumas coisas foram alteradas. Moira com sua lanterna consegue atordoar alguns inimigos, nos fazendo lembrar o ótimo ‘Alan Wake’ (Xbox 360). Contudo, considerei a esquiva meio falha, assim como outros aspectos da jogabilidade (recarregar a arma enquanto corre é um sacrifício). Até stealth dá as caras aqui (mas ele funciona melhor nos dois primeiros episódios). Combinar itens também foi outro recurso bem vindo, e as armas continuam com o poder de aprimoramento.

Infelizmente, o melhor episódio entre os 4 é justamente o primeiro. Foi aquele que mais trouxe o suspense e a exploração (típicos da franquia) para as mãos do jogador. É bacana estar numa prisão sem sabermos o motivo e explorar cada cela. Adiante, o jogo perde esse trunfo para ganhar mais em ação e monstros aparecendo a cada instante. No mais, espere pelo mesmo nível de um Resident Evil 6 (idem para os gráficos). Para quem gostou, há opções de jogar novamente os episódios usando apenas faca ou até mesmo num modo de contagem regressiva (como considero isso chato demais). Outra vez, devo fechar a campanha, largar o jogo ali e partir para algum novo jogo. Sim, fico torcendo para que Resident Evil 7 volte às raízes e traga novos ares à franquia. Até agora está parecendo fato impossível de acontecer.

Versão avaliada foi a de PS3. O jogo também saiu para PS4, Xbox 360, Xbox One e PC.

Trailer

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