SAIU DO FORNO: SAN FERMIN – Jackrabbit (2015)

“Segundo álbum de octeto do Brooklyn é pop com suntuosidade e riqueza instrumental”

ANTERIORES:
+ ASTROBRITE – Deluxer (2015)
+ ROBIN GUTHRIE & MARK GARDENER – Universal Road (2015)

O San Fermin faz parte de um pequeno grupo de bandas com grandes formações, no caso um octeto. Bandas com muitos integrantes sugere um arcabouço musical requintado , e é isso mesmo que o grupo entrega em seu segundo álbum: uma música cheia de requinte, ao que muitos chamam de chamber ou baroque pop com o uso intenso de pianos, metais e cordas nos arranjos. “Jackrabbit” é o segundo álbum do grupo, que tem Ellis Ludwig-Leone como mentor. De formação clássica, Ellis é responsável pelas composições da banda, que se dividem entre os vocais femininos de Charlene Kaye e os cavernosos de Allen Tate, um perfeito discípulo de Matt Berninger (The National) em suas inflexões vocais. Essa divisão de vocais acaba por cortar o álbum em dois, as canções com Tate à frente são de tom sério e pendem pro lado mais chamber pop mesmo; já as com Charlene, em geral, adquirem uma aura de maior leveza e caem para um lado mais pop, chegando a levar o disco por um caminho que parece fugir de sua proposta. E qual a proposta do San Fermin? Fazer música pop de arranjos suntuosos e sem vergonha ou medo de agregar todos os tipos de instrumentos possíveis – algo que já se viu no Belle and Sebastian e no Arcade Fire. O que precisam é equalizar os dois lados em que se divide sua música para chegarem a um ponto comum. Fazer com que Tate e Charlene trabalhem mais juntos, que dividam os vocais. “Parasites” e “Bibbit” tem essa união dos vocalistas com um resultado muito bom. É possível conciliar os “dois mundos” e dar à música do grupo mais personalidade. “Jackrabbit” é um disco de muitas canções (quinze), o anterior tinha dezessete, mas não é um disco longo, o que o torna cansativo é justamente a falta dessa conciliação e a recorrência a alguns elementos, que faz soar em alguns momentos como excesso de ostentação. Ao lado do álbum “White Water”, do The Slow Show, “Jackrabbit” coloca o pop de elementos grandiosos em alta. A destacar: “The Woods” e “Emily”.

FAIXAS:
01.The Woods
02.Ladies Mary
03.Emily
04.Jackrabbit
05.Astronaut
06.Philosopher
07.Ecstatic Thoughts
08.Woman In Red
09.The Cave
10.Parasites
11.Reckoning
12.The Glory
13.Two Scenes
14.Halcyon Days
15.Billy Bibbit

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