JOGOS: Krinkle Krusher (2015)

Nota: 7,5

Jogo brasileiro aporta no PS4 com boas ideias, jogabilidade simples porém fluente e capaz de agradar ao mais variado público de jogadores.

Anteriores:
+ Resident Evil Revelations 2 (2015)
+ Resident Evil HD Remaster (2015)

Tempos de internet foram bons não apenas para revelar bandas, diretores e filmes menos apadrinhados por grandes produtoras, assim como para divulgar o lançamento de jogos pouco conhecidos que são realizados por empresas independentes. Na PSN mesmo, na hora de optar pela página de jogos alternativos (indie games), nos deparamos com dezenas de lançamentos, todos com um preço módico e buscando trazer ideias inovadoras e que merecem ser seguidas. Sucintamente cito alguns aqui como ‘Limbo’, ‘Rain’ e ‘Papo & Yo’.

Krinkle Krusher chega nessa ideia. Melhor de tudo? É um jogo brasileiro, feito pela Ilusis Interactive Graphics, empresa de jogos localizada em Belo Horizonte. Gráficos coloridos, de fácil interface, linguagem descomplicada que busca o lúdico e traz referência a nomes da cultura pop (de Game Of Thrones a outros jogos). Esses são alguns dos atributos do jogo que é o primeiro de uma empresa brasileira a chegar ao PS4 (boa iniciativa da Sony).

Nos primeiros minutos, não é difícil entender a mecânica de KK. Com uma explicação descontraída e engraçada, vamos entrando no jogo e em torno de 20 minutos, já estamos defendendo nossa torre (sim, esse é um jogo de tower defense). Lembrei um pouco de ‘Plants Vs Zombies’. Claro que a princípio a dificuldade é maior pois ainda estamos com as magias em evolução e não elaboramos uma estratégia convincente. Com o passar dos estágios, outras magias surgirão e evoluirão, deixando assim aquela jogabilidade mais fluente e progressiva. A produtora soube equilibrar o jogo, pois todos os anéis com magias precisarão ser usados para se chegar ao chefe final. Saber usar os cinco acessórios com os elementos em sintonia é de vital importância para o fechamento de KK.

Terminei o jogo em apenas uma noite. Passando pelos 60 estágios (com as 3 estrelas completas), derrotando os chefes, conseguindo todas as magias e obtendo flawless victory em tudo (que é terminar cada estágio sem deixar sua torre ser atacada em momento algum). Mas isso não tira o mérito e o trabalho dessa empresa que merece outras oportunidades e que deverá (e precisa) vir com mais jogos divertidos, inteligentes e intuitivos. Não é isso que buscamos hoje em dia?

O jogo saiu para PS3 (versão testada), PS4 e PS Vita.

Pontos positivos:
– Jogabilidade fluente e de fácil entendimento
– Gráficos coloridos, interface descontraída e uma ideia que agrada a várias idades
– Jogo equilibrado onde unir todos os elementos é essencial e estratégico para avançar
– Trabalho bem feito de uma produtora independente brasileira que chega numa console da nova geração

Pontos negativos:
– Primeiros estágios podem desestimular um pouco (mas aviso, siga adiante)
– Mais alguns estágios seriam bem vindos

Site da produtora

Trailler

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