JOGOS: Life Is Strange (2015)

Nota: 7,5

‘Jogo em 5 episódios trabalha bem com a manipulação do tempo e com a interatividade do jogador’.

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Tema constante no cinema, a volta no tempo (ou a manipulação dele) nunca figurou muito no mundo dos jogos. Lembro agora de poucas situações. Em ‘Timeshift’ o jogador pausava a ação ou desfazia algum ato feito de forma errada. ‘Singularity’ dava a oportunidade de envelhecer ou mesmo rejuvenescer alguma parte do cenário, o que ajudava o personagem a seguir adiante na história.

‘Life Is Strange’, desenvolvido pela Dontnod Entertainment (mesma responsável do injustiçado ‘Remember Me’), chega com ideias de manipulação do tempo, mas nada se aproxima do estilo First Person Shooter (FPS) dos jogos já citados anteriormente. A jogabilidade de LIS é voltada para a interatividade do jogador. Lembra bastante clássicos da Telltale Games como ‘Game Of Thrones’ e ‘The Walking Dead’. Ou seja, cabe ao jogador fazer suas escolhas em meio a um leque de opções, alterar seus caminhos, ganhar amigos ou mesmo inimigos, decidir ajudar alguém ou não.

Para quem não tem interesse em ler diálogos, advirto: caia fora. Não é um jogo aos acostumados do gênero ação, aqui estamos falando de fazer parte de um filme, decidir pela história da estudante Maxine. As opções se consistem num apertar de botões, e a alternativa que foi criada para se ter uma originalidade no jogo foi exatamente a manipulação no tempo. A estudante pode retroceder uma ação, ajudando ela para descobrir uma pista ou mesmo para resolver uma situação embaraçosa. Claro que saber voltar no tempo no momento certo vai poupar tempo ao jogador e fazer progredir a história.

O destaque fica por conta dos personagens. A maioria de temperamento forte, alguns passarão realmente uma sensação de ódio ou mesmo de estima. A escola de Maxine também é um fator importante. Bullying, festas particulares, burburinhos, fofocas ,alguns estudantes protegidos pelo diretor, autoritarismo e funcionários suspeitos. Há também o sumiço de uma estudante no passado da instituição, fato esse que parece vir à tona conforme progredimos na história. Os gráficos não são espetaculares, por vezes lembram muito os jogos da Telltale Games. Entretanto, há passagens no jogo de fazer a gente pausar para admirar, haja vista a cena do tornado perto do farol.

Para os ‘trophies hunters’, o jogo vem com troféus e os mesmo são bem tranquilos. Para fazer o jogador explorar mais, há opções de tirar fotos em situações únicas durante a história, garantindo um troféu. Outro atrativo foi a opção de compra do jogo. O primeiro episódio estava gratuito na PSN. Faz-se o download do primeiro episódio, sem a obrigação de comprar os outros quatro restantes. Ou o jogador pode comprar o Season Pass e comprar os 5 episódios num preço único.

O único ponto negativo é ter que esperar pelos episódios que, segundo a produtora, seriam de mês em mês, o que realmente acabou não acontecendo e atrasando um pouco. Não tem problemas. ‘Life Is Strange’ é aquele jogo que mais uma vez coloca arte dentro do jogar. Novamente, o jogador é um ser pensante que não sai apenas atirando, precisa avaliar tudo com seus próprios olhos, como se estivesse participando do roteiro.

O jogo saiu para PS3 (versão testada), PS4, PC, Xbox One e Xbox 360.

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Maxine numa das cenas mais bonitas de jogos em 2015 até agora

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