OBSERVER DRIFT – Echolocation (2015)

Nota: 6,0

‘Terceiro trabalho do músico norte-americano traz a típica atmosfera dos discos anteriores apesar de certa regularidade nas composições’.

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‘Corridors’ (2012) era um belo début e a esperança de que o Observer Drift tinha o potencial para trabalhos vindouros do mesmo nível. Assim aconteceu com ‘Fjords’ (2013). Caso alguém não tenha lido nada sobre o projeto aqui no blog, ele é de autoria do músico americano Collin Ward. Reitero também a fusão e o caldeirão de gêneros que Collin confecciona em suas canções. Lo-fi, dream-pop, eletrônica, shoegaze. Em cada faixa, o artista tenta elaborar uma sonoridade diferente, mesmo que ao final de 14 músicas estejamos com uma sensação de regularidade e nos chegar à mente a noção de que existem boas ideias, porém nem tão aproveitadas no álbum. Ou nos chega o (odioso) fato de que 4 ou 5 faixas poderiam ficar de fora (‘caso fosse um disco meu, teria feito assim’, pensei logo).

Toda abertura nos discos do Observer Drift é certeira. Um ótimo e convidativo engodo para o ouvinte. Aqui não é diferente. ‘When You Disappear’ é quase uma folktrônica onde um vocal feminino fica dizendo as mesmas palavras em exaustão. Funcionou. Assim como a pegada mais pop-rock de ‘The Long Run’ que dá destaque à voz de Ward funciona logo em seguida. O músico até arrisca um momento mais soul music e intimista, isso fica evidente em ‘Echolocation’.

O problema do álbum é sua metade. No intuito de criar mais variedade ao disco, o OD elabora algumas faixas cansativas que não fazem jus ao poder criativo do artista. Algumas canções revelam um lado mais experimental e psicodélico, entretanto perdem em melodia e acabam se tornando prescindíveis ao disco, tais como ‘Same Away’ e ‘Daniel’. Nota-se um certo preenchimento desnecessário de algumas músicas neste terceiro trabalho.

Nem de todo mal, o que fica observado em ‘Echolocation’ é que Collin Ward e seu OD tem criatividade e novos trabalhos poderão chegar. Uma lapidação ali, um retoque aqui, talvez até um disco menor. Um trabalho regular de um artista que até então vinha galgando bons caminhos no cenário musical. Tendo em vista que Collin tem apenas 20 anos fica a sensação de que o amadurecimento poderá chegar com outros trabalhos e que resultados regulares fazem parte de nossas vidas.

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