GROOMS – Comb the Feelings Through Your Hair (2015)

NOTA: 7,5

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ANTERIORES:
+ HERE WE GO MAGIC – Be Small (2015)
+ OBSERVER DRIFT – Echolocation (2015)

“Quarteto do Brooklyn coloca expectativas em alta no início, mas derrete-as do meio para o final”

Após três álbuns recomendados, com destaque para “Infinity Caller” (2013), o quarteto do Brooklyn, demonstra vontade de abrandar o indie rock de guitarras distorcidas para dar vazão ao seu lado psicodélico, que de alguma forma sempre dava as caras aqui e ali em seu trabalhos, irrompendo com canções de estrutura mais fluída, mais dinâmica.

Com uma discografia de quatro álbuns em seis anos, é natural e interessante notar o desenvolvimento do Grooms como banda, tendo aqui encontrado seu ponto de equilíbrio, compondo seu mais acessível e coeso álbum.

Como nossa mente tende sempre a buscar similaridades, a primeira coisa que veio à mente ao ouvir a ótima “Bed Version”, faixa que abre o disco, foi Evangelicals, quarteto de Oklahoma com pendor para esse lado psicodélico e canções com estruturas não convencionais e rebuscadas em detalhes que surgem e se vão a todo instante.

O trabalho de bateria é de abismar, chegando a sugerir como elemento em torno do qual orbitam os outros instrumentos.

Sabendo os botões a serem apertados, o Grooms se permite duplicar as doses de psicodelia, como nos climas quase oníricos de “Cross Off”, momento mais espacial do álbum. Mas seguem ainda estão atrelados ao indie rock de outrora, por vezes de forma bem marcante como em “Foster Sister”.

Com um início bastante promissor, “Comb the Feelings Through Your Hair” perde força do meio para o final, resvalando na auto-repetição, não em termos de idéias, mas do uso dos elementos. Não chega a comprometer, mas derrete as expectativas criadas lá no início.

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3 pensamentos sobre “GROOMS – Comb the Feelings Through Your Hair (2015)

  1. Boa resenha. Concisa e detalhando bem disco e banda como deve ser hoje em dia. Apesar disso, nunca ouvi nada da banda, e talvez seria até melhor conhecer os primeiros discos. Espero que venham mais resenhas suas.

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  2. Bom retorno… Boa resenha concisa! Gostei do álbum em questão, daria até uma nota maiorzinha! Parabéns pelo retorno!

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