DÊ UMA CHANCE: Immaculate Machine – Immaculate Machine’s Fables (2007)

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Observação: o intuito desta seção é fazer um apanhado de alguns discos interessantes que passaram despercebidos e cujas bandas não alcançaram um devido sucesso ou terminaram.

Foi em 2007 que conheci o Immaculate Machine, apesar da banda existir desde 2003. O grupo canadense mexeu com o fundo da engrenagem de minha máquina cerebral. Tem horas que me lembrei da agressividade instantânea dos californianos do X, assim como da candura sutil de um The Submarines. Também não era difícil associá-los com bandas que praticavam o ingênuo bubblegum, talvez por conta do espírito juvenil do ‘faça-você-mesmo’ que em parte aborda o disco.

O som dos canadenses acabava soando despretensioso, embora deixasse no ouvinte aquela sensação irrepreensível de ouvir novamente. Para tanto, ‘Nothing Ever Happens’ e ‘Pocket’ servem como um bom exemplo. Músicas ligeiras carregadas de peso que lembram o melhor do punk, lá pelo final dos 70. Bons exemplos ficam a cargo das canções ‘Jarhand’ e ‘Dear Confessor’.

Brooke Gallupe (guitarra e voz), Kathryn Calder (teclados e voz) e Luke Kozlowski (bateria) fazem parte de um trio afiado e acabam experimentando outros gêneros. ‘Roman Statues’ é um pop-folk com vocais doces deixando espaço para pianos e cordas trafegarem ao longo da música. O grupo ainda tem magia necessária para manter o ouvinte com refrões grudados na cabeça. Isso é possível quando você escuta as vozes em sintonia durante o refrão de ‘Old Flame’ e ‘Small Talk’. Guitarra, teclado, bateria e voz em sintonia numa euforia e melodia contagiante.

Mesmo nos momentos mais serenos, em que a bateria soa como um batimento cardíaco, o trio realiza uma bela canção. Adicione mais um belo trabalho de vozes e de guitarras com efeitos para compor uma espécie de balada clássica como em ‘Northeastern Wind’. No resumo final, um disco curto com 10 músicas incisivas. Um trabalho enérgico e capaz de deixar alguns hits em potencial.

Um álbum com fábulas de uma vida moderna agitada precisam de leituras e releituras. Na época o disco não me conquistou logo de início, precisei das releituras. Infelizmente a máquina imaculada seguiu adiante, porém acabou sem notícias antes mesmo de 2010, depois de algumas novas formações e saídas de alguns membros. Pelo menos esse trabalho precisa ser reconhecido para fazer justiça a uma banda que foi efêmera demais.

Álbuns da banda:
Transporter (2004)
Ones and Zeros (2005)
Immaculate Machine’s Fables (2007)
High on Jackson Hill (2009)

Allmusic

Myspace

Veja o vídeo de ‘Dead Confessor’

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