O Ano de 2015 em Música e Séries

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Veja também:
+ O Ano de 2014 Na Música
+ O Ano de 2014 em Cinema, Séries e Jogos

Quebrando a tradição aqui do blog, neste ano não teremos uma lista com jogos e filmes. Por conta de alguns filmes não assistidos e de alguns jogos ainda não serem tão acessíveis nos preços (minha bronca no final dessa matéria), o autor resolveu omitir tais ‘escolhidos’ por não representar uma seleção mais ampla de produções e que sequer seria digna de uma votação. E considero melhor não colocar aqui um filme do ano só porque ele apareceu em outras inúmeras listas e que seria modinha e bacana fazer coro também. Não mesmo. Da mesma forma queria avisar que os escolhidos não seguem uma ordem de preferência e tão pouco representam a unanimidade do blog em geral. Os eleitos representam a escolha desse redator que escreve e que realmente se fazem bem justificados aqui.

—————— MÚSICA ——————
Outro ano para se prestar atenção às novidades. Um ano com surpresas, algumas decepções e onde arranjos elaborados constituíram um fator muito importante para a escolha. Eu separo praticamente em categorias para mostrar a variedade dos escolhidos.

01 – Vocais femininos
Outro ano com a força das mulheres na música. Seja no solo de Holly Miranda, seja como liderança de bandas (Lanterns On The Lake). Ou quando elas se juntam o plano também é infalível (Stealing Sheep).

Parte1

HOLLY MIRANDAHolly Miranda
LANTERNS ON THE LAKEBeings
STEALING SHEEPNot Real
TAMARYNCranekiss

02 – Os experientes que não fizeram feio
Já acostumados a frequentar listas aqui (como Sufjan Stevens) ou outros que resolveram juntar forças e criar discos interessantes como o El Vy (Brent Knopf e Matt Berninger) e o FFS (Franz Ferdinand e Sparks).
Parte2

BLACK RIVERSBlack Rivers
BLURThe Magic Whip
DESTROYERPoison Season
EL VYReturn to the moon
FFSFFS
HERE WE GO MAGICBe Small
SUFJAN STEVENSCarrie & Lowell

03 – A herança bem inserida dos 80’s/90’s
Muitos lembram aquele clima oitentista. Parece que voltamos na década e sem vergonha nenhuma nos sentimos felizes (The Black Lamps). Outros remetem aos tempos do shoegaze ou então se embrenham no chamado neogaze (Cemeteries).

Parte3

CEMETERIES Barrow
COLD SHOWERSMatter Of Choice
IT HUGS BACKSlow Wave
NITE FIELDSDespersonalisation
THE BLACK LAMPSThe Black Lamps
THE GREAT DICTATORSKillers

04 – Mais desconhecidos/melancólicos/mostrando eficiência
Bandas com um repertório musical excelente, porém ainda sem muita repercussão na internet. Geralmente são bandas detalhistas não apenas com melodias, mas também com as letras. Melancolia é um sentimento típico entre esse grupo (e a gente até sente-se bem).

Parte4

MAJICAL CLOUDZAre You Alone?
PORT ST. WILLOWSyncope
THE SLOW SHOWWhite Water
YUCATANUwch Gopa’r Mynydd

—————— DECEPÇÃO NA MÚSICA ——————
EAST INDIA YOUTHCulture Of Volume
OBSERVER DRIFTEcholocation
RANGLEKLODSStraitjacket

Parte5

Artistas/músicos que geralmente são comentados aqui no blog, mas que em 2015 falharam. Talentosos, porém em 2015 ficaram aquém do que podem fazer.

—————— SÉRIES ——————
Considerei um ano frutífero para as séries. Netflix teve muitas opções. Muitas seguraram a sua importância e qualidade com mais temporadas interessantes. Por incrível que pareça, a meu ver, 2015 foi mais série que cinema. Séries estão inovando muito mais, vivendo menos de remake e com narrativas pra lá de polêmicas e promissoras. Destaco a segunda temporada certeira de ‘The Leftovers’ (do primeiro ao último episódio tudo foi enigmático e apreensivo). ‘The Walking Dead’ veio com seu lado mais sobrevivência típica das primeiras temporadas. A turma de Rick novamente em meia a multidão de zumbis. ‘Suits’ continua bela com seu roteiro e com a construção impecável de seus personagens, numa mistura equilibrada de humor e melancolia.

Parte6

AS SÉRIES ESCOLHIDAS
Suits
The Blacklist
The Leftovers
The Walking Dead

—————— SÉRIE QUE DECEPCIONOU ——————
Sem dúvida nenhuma, a segunda temporada de True Detective. Série que ninguém comentou mais pelas redes sociais, um elenco que em parte decepcionou, uma história fraca, acompanhei até o final com sacrifício. E que pensem melhor caso façam uma terceira temporada. Ou queremos Rust Cohle de volta, simplesmente assim.

—————— MANCADA DE 2015 ——————
Não temos a seleção de jogos, mas a mancada vem da parte deles. Numa época onde é bacana valorizar jogos originais, ter o acesso às DLC’s, usá-los online, comprá-los em formato digital, contribuir para os envolvidos na produção, é triste ver o quanto encareceram. Alguns estão chegando a 300 reais. Claro que depois de um tempo algumas promoções surgem, porém quando isso acontece os jogos ficaram datados. A sorte é contar com alguns jogos mais em conta de produtoras indies que salvam aquela jogatina por um preço mais acessível.

E ainda tivemos um ano cheio de crise, com problemas ambientais, déficit, enfim, como aqui é um blog voltado para as artes, deixo a retrospectiva para sites de outras áreas. Obrigado a todos pela companhia neste ano turbulento e em 2016 estamos de volta. Estaremos em recesso. Até lá.

3 pensamentos sobre “O Ano de 2015 em Música e Séries

  1. Obrigado ao Elton e ao Ângelo pela conferida na lista e pelos comentários.
    Senti falta de mais pessoas para falar de música neste ano. E na época de fotolog, o pessoal era mais disposto a trocar ideias sobre bandas novas e sobre listas de fim de ano. Mas convenhamos que esses momentos tão brutais que tivemos durante o ano acabam refletindo não apenas em aspectos de nossas vidas, assim como em aspectos culturais e sociais. Creio que esse ano foi, de 2005 pra cá, o ano mais comedido em minha lista. Não coloquei bastante discos, porém todos da seleção continuam rodando em meu player. Isso importa muito em dias que parece que muitos se esquecem de música (quando ela é ainda um fator muito importante em nossa rotina). Agradeço de coração. Um feliz 2016 para vocês também (mas a gente se cruza em alguma rede social ainda, rs).

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  2. Sua lista de favoritos acaba sendo priorizada por mim nessa época do ano, pois de um modo ou de outro sempre traz aquelas pérolas que deixamos escapar pelo caminho. Lanterns On The Lake foi uma delas. Baixei logo depois da sua seleção de melhores clipes e valeu muito a pena! Ouvi poucas vozes femininas em 2015 e não me marcaram tanto. Saudades a Marissa Nadler já. Nessa categoria, minha eleita é a Jana Hunter, a voz do Lower Dens. Fui cativado por ela ao longo das audições do ano. Seu último disco é despretensioso, mas muito bonito, com letras bem valorosas. Estará no meu TOP12, com certeza.

    Quanto aos Experientes, não provei esse do Destroyer ainda. O restante foi bem competente mesmo, venceram bem o desafio de manter o nível com renovação mas sem descaracterização. Nessa categoria, o do Editors foi mais uma vez um lançamento frustrante, salvo algumas faixas. Ainda não sei se fui eu ou se foi a banda que mudou.

    Já na categoria dos Herdeiros dos 80s & 90s, o meu favorito do seu elenco é o do Cemeteries. Que disco! Os outros são belos representantes também.

    Por fim, a seleção de Desconhecidos acabam por representar muito bem o melhor da música independente, com obras primorosas afinadas com uma qualidade sonora ímpar, configurando-se num verdadeiro bálsamo diante de um ano tão brutal…

    As séries não fazem a minha cabeça, ‘cê sabe. Não tenho mais essa predisposição à rotina de assisti-las. Na verdade, acho que nunca tive. Acompanhei alguns capítulos da Looking, uma bosta! Uma das favoritas dos meus amigos é a The Leftovers. Muito bem comentada na minha timeline. Por que será?

    Feliz fim de ano para você e aos seus queridos!
    Nem trocamos muitos discos em 2015, mas obrigado pelos alertas e links ao longo do ano!

    Feliz 2016 sonoro!

    Abraços!

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