CINEMA: Star Wars – O Despertar da Força (Star Wars – The Force Awakens, 2015)

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Dirigido por J.J. Abrams. Roteiro de Michael Arndt, J.J. Abrams e Lawrence Kasdan. Com: Harrison Ford, Daisy Ridley, John Boyega, Oscar Isaac, Adam Driver, Domhnall Gleeson, Kenny Baker, Peter Mayhew, Anthony Daniels, Lupita Nyong’o, Andy Serkis, Max von Sydow, Carrie Fisher e Mark Hamill.

“É hora de passar ‘Star Wars’ para uma nova geração de cineastas”. George Lucas em nota.

Inicio o texto com esta frase proferida pelo criador do universo Star Wars, George Lucas, no dia 31 de outubro de 2012, quando foi anunciada a compra da Lucasfilm Ltd. pela Walt Disney Company, pelo valor de US$ 4,05 bilhões em ações e dinheiro. Foi anunciado também que a empresa lançaria o sétimo filme da saga “Star Wars” em 2015.

Muito se falou e se especulou sobre este novo filme que seria lançado, muitas perguntas e pouquíssimas respostas. Como fã assumido da trilogia original, e por apenas gostar da última trilogia, tentei não me ater muito aos rumores do novo filme e foquei apenas na equipe envolvida: roteiristas, produtores, diretor e atores.

Cada informação era recebida com muito entusiasmo, pois com o nome dos envolvidos no processo, poderia se esperar um bom filme.

Escrito por Michael Arndt, J.J. Abrams e pelo veterano Lawrence Kasdan (O Império Contra-Ataca, Os Caçadores da Arca Perdida), O Despertar da Força se passa três décadas depois de O Retorno de Jedi, e traz a galáxia sob a ameaça da Primeira Ordem, que surgiu a partir dos escombros do Império. Enfrentando a resistência dos rebeldes, os vilões encaram a destruição de Luke Skywalker (Hamill) como algo fundamental para seu sucesso, dedicando seus esforços para encontrá-lo – e a única pista de seu paradeiro encontra-se sob o em poder do pequeno droide BB-8. Assim, quando este é “adotado” pela jovem Rey (Daisy Ridley), a garota passa a ser perseguida pelo ameaçador Kylo Ren (Adam Driver), que tampouco vê com simpatia o ex-stormtrooper Finn (John Boyega).

O filme é muito bom, me arrisco a dizer que se não é o melhor da franquia, se equivale ao O Império Contra Ataca. O roteiro parece simples, mas trata de um Monomito, ou a saga do herói. Adendo: “Segundo o antropólogo Joseph Campbell, a partida lida com o herói aspirando à sua jornada; a Iniciação contém as várias aventuras do herói ao longo de seu caminho; e o Retorno é o momento em que o herói volta a casa com o conhecimento e os poderes que adquiriu ao longo da jornada”. Tal jornada lembra muito a jornada de Luke Skywalker na trilogia original.

Os estúdios Disney que não são bobos utilizaram uma história que já foi contada outras vezes, inclusive na saga original, para em cima desta trazer uma nova legião de fãs e de certo modo atrair os antigos fãs da trilogia original. Poderiam ser mais ousados? Talvez, mas no fundo no fundo, todos nós queríamos ver exatamente aquilo em tela grande.

Os atores (Parte 1), Outra bola dentro foi a escolha de atores desconhecidos do grande público para os papeis principais, o que só reforça o mito de que Daisy Ridley (Rey), John Boyega (Finn) e Oscar Isaac (Poe Dameron), seriam conhecidos pelos restos de suas vidas pelos respectivos papeis. Devemos lembrar que Oscar Isaac e John Boyega, são atores muito promissores em trabalho anteriores a Star Wars, principalmente Oscar Isaac.

Os atores (Parte 2), vale citar também os antagonistas dessa nova trilogia: Domhall Gleeson  dando vida ao General Hux, e a personificação do mal da nova trilogia, Adam Driver, vivendo o iniciante Sith Kylo Ren. Diferentemente de Darth Vader, ele se sente tentado pela força e não pelo lado negro.

Muito se comentou sobre o novo Sith Kylo Ren, considerando este como um vilão muito fraco para um filme daquele tamanho. Diferentemente destes, considero que este não estava pronto para aquilo que viria enfrentar, e em todo o filme deixa bem claro que este não tem total conhecimento do poder que emana dele. A escolha do ator pra mim foi a mais acertada de todas, pois conhecendo trabalhos anteriores a Star Wars, ele tem um olhar de alguém que está pronto a se destruir por dentro, algo que seu personagem necessita, vivendo uma dualidade que o papel exigia. Creio que as pessoas queriam ver um novo Darth Vader, e isso nunca mais irá acontecer. Penso que o personagem tem um potencial imenso para ser tão ou mais cruel que Darth Vader.

Não vou comentar sobre os personagens criados pela captura de movimento, pois tiveram pouco tempo em tela, e pra não estragar tanto o prazer de poder vê-los.

Destaca-se também a utilização de pouquíssimo CGI, sendo utilizadas muitas maquetes e trucagens de filmagem, para ter um efeito mais realista possível. Tudo isto me faz comparar com os mais recentes sucessos de bilheteria e utilização exagerada desta tecnologia, fazendo com que o filme deixe de ser orgânico e seja virtual. A diferença dos personagens em CGI para os animatrônicos é absurda. Outra decisão acertada por parte dos idealizadores.

O respeito ao universo criado há quase 40 anos, considerado por muitos como uma refilmagem, todos os fatores que fizeram o sucesso de Star Wars estão ali, muitas cenas lembram muito takes passados nos filmes anteriores, como a banda de aliens, a taverna onde se encontram todos os tipos de vilão, os personagens clássicos, tudo isso foi levado em consideração nesta nova trilogia.

SPOILER ALERT! A maior sacada do filme foi à morte de um dos personagens mais legais e icônicos, se não o mais legal de toda a saga, Han Solo, sendo assassinado pelas mãos do próprio filho Ben Solo. Uma das cenas mais marcantes do cinema nos últimos anos. Tal cena lembrou muito o momento que após decepar a mão de seu filho com o sabre Darth Vader anuncia que é pai de Luke. Alguns encararam como um afronta a obra antiga, eu considerei um momento simbólico, como um filho que cresceu, ou melhor, foi crescendo seguindo os ensinamentos dos pais e naquele momento disse: “daqui pra frente, eu sigo minha vida”. Naquele momento o cordão umbilical foi cortado, nos dando a impressão que a nova trilogia pode andar com suas próprias pernas, seguindo os ensinamentos do passado, mas sempre mirando o futuro.

Enfim, chego ao final do texto tentando passar a impressão de que minha admiração por todo aquele universo criado há quase 40 anos foi renovada com este belíssimo filme, que me trouxe de volta a tempos e sensações que eu nem mais imaginava que pudessem estar em meu inconsciente. O tempo passa, as responsabilidades aumentam, mas meu fascínio por Star Wars permanece e está agora rejuvenescido.

Se você é fã, não ligue para aquelas pessoas que tentam desmerecer o seu gostar, pensem que eles apenas não sabem o que é a FORÇA e como ela se manifesta.

Como diriam os Jedi: “May the Force be with you”, ou seja, Que a Força Esteja com Vocês!

 

2 pensamentos sobre “CINEMA: Star Wars – O Despertar da Força (Star Wars – The Force Awakens, 2015)

  1. Boa resenha, bem informativa e com uma visão um tanto de fã para um filme que achei fraco. Nenhum dos novos personagens conseguiu me convencer, nenhum mesmo. Visualmente muito bem feito, mas a história também achei bem fraquinha. Nem os velhos personagens conseguiram segurar o enredo bem fraquinho. Talvez eu tenha criado muitas expectativas, talvez tenha perdido o encanto. Espero que o próximo seja mais interessante.

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  2. Isaac, não é? Falar de cinema sempre é difícil, creio que hoje é uma das formas de arte aonde o autor do texto precisa ter a maior cautela possível ao escrever. Você foi bem, deu um breve histórico sobre o lançamento do filme, falou sobre os atores, sobre os recursos técnicos e inclusive soube dar o alerta preciso e essencial do spoiler. Gostei também das várias citações que você fez o que pode afirmar que realmente você pesquisou sobre o filme (além de ter visto com atenção).

    Bem, sobre o filme, me abstenho a falar por ainda não ter visto. Vi os 6 filmes da saga, mas tem um bom tempo (ainda quando existiam locadoras de filmes). Peguei 3 num final de semana e 3 em outro. Porém agora teria que rever, talvez, por ter esquecido algumas coisas. Imagino agora vendo 7 filmes, rs.

    É isso, valeu pela resenha e sinta-se bem em sua nova casa (não pare de escrever pq isso vicia).

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