CINEMA: O Boneco do Mal (The Boy, 2016)

Nota: 6,0

BonecoMalBlog

Filme traz velhos clichês do gênero e não assusta o bastante, mas ganha ao tentar seguir por uma trama que busca a originalidade, inclusive no mistério desvendado apenas nos minutos finais.

Observação prévia: cortei alguma coisa da resenha para não entregar o filme por completo. Claro que algum mínimo SPOILER pode aparecer, sinta-se à vontade então de continuar ou não com a leitura do texto.

Filmes de suspense/terror com coisas inanimadas sempre atraíram a atenção do público. Quando vem em torno de bonecos/bonecas, então, a tendência é ser mais envolvente, pois tais objetos fizeram parte de nossas vidas. Lembro agora da angústia que foi assistir o primeiro filme do Chucky, ‘O Brinquedo Assassino’ (1988), ou mesmo da consequência de encarar meus brinquedos novamente ao ver o clássico ‘O Mestre dos Brinquedos’ (1989)*.

Uma produção mais recente foi ‘Annabelle’ (2014). Não me convenceu o bastante e ainda fico com os dois primeiros filmes citados aqui, vistos ainda na década de 80. ‘O Boneco do Mal’ é mais um a enfileirar esse tema. O que muda aqui é a situação da história, até então trazendo um certo aspecto de originalidade. A jovem Greta (Lauren Cohan, mais conhecida como a Maggie de The Walking Dead) precisa ir para uma região rural inglesa para cuidar de uma criança. Chegando ao local, ela constata que na verdade terá que cuidar de um boneco de porcelana, igualmente tratado feito um filho por seus donos, o casal Heelshire.

Claro que o diretor William Brent Bell tenta buscar outros recursos para prender o espectador, logo na primeira meia hora. Ele pretende nos assustar também mostrando o desolamento do lugar, colocando os personagens numa mansão no meio do nada, assim como pela estranheza ou mesmo excentricidade do casal (cuidar de um boneco feito uma criança, com regras e tudo?). Pra começar, nada fica revelado a respeito de Brahms, o boneco. Greta precisa vasculhar por si própria e aos poucos descobre pistas como aquelas fotos escondidas num velho sótão empoeirado (já vimos isso antes) ou até pelo verdadeiro passado de quem foi Brahms. Isso depois que ela percebe que o boneco não é um objeto sem vida, que algum fato está escondido acerca daquele boneco.

Muitos consideram o filme até risível. Talvez seja porque não há um terror/pânico assim assolando a personagem Greta. Ao invés disso, há uma aceitação, a personagem fica curiosa e passa até a gostar mais do boneco, seguindo as regras propriamente descritas pelo casal. Ou seja, ao contrário de filmes como ‘O Brinquedo Assassino’, realmente é difícil temer Brahms. Então o quê resta ao espectador? Resta saber qual a verdadeira intenção por trás do boneco. Os Heelshires não deixaram bem explicado o motivo, e até mesmo a verdadeira história do único filho do casal não fica bem elucidada. Recurso esse que será revelado apenas nos 15/20 minutos finais, valiosa ideia que talvez tenha me feito ir até ao final, assim como a maioria dos possíveis leitores dessa minha resenha.

‘O Boneco Do Mal’ acaba sendo um filme mediano, uma breve diversão sobretudo para os órfãos do bom terror 80’s. Não é memorável , mas efêmero. Os fãs de Lauren se exaltarão com sua beleza (e torcerão para novos papéis dela em filmes). Ficam até algumas boas ideias para se tirar da película, que há sim bons ganchos para o saturado gênero. Nos faz pensar também que o terror está sempre o mais próximo possível da nossa realidade. Duvida?

*‘O Mestre Dos Brinquedos’ ganhará um remake, saiba mais clicando aqui

Para outras informações do filme:
Filmow
IMDB
Rotten Tomatoes

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