INFORMATION SOCIETY – Orders Of Magnitude (2016)

Nota: 6,0

Insoc-OM-250

Banda americana retorna com álbum apenas de covers. Uma forma de reverenciar suas influências do passado. Infelizmente o trabalho soa regular e não funciona de uma forma equilibrada.

O grupo americano Information Society teve sua atuação entre os anos 80 e o início dos 90. Época em que a informação musical chegava através de revistas como Bizz, por meio de vídeos da MTV ou então por hits tocados exaustivamente nas rádios. Seguindo uma sonoridade abrangendo o Synth-pop, o Techno e Freestyle, o IS teve sua popularidade no Brasil entre 1988 e 1992 quando lançou os hits ‘Runnaway’, ‘Walking Away’ e ‘Repetition’. A banda começou a ruir em 1993, separando depois e até então, havia sido esquecida pelo passar do tempo. A partir de 2009 retornaram para alguns shows, inclusive no Brasil.

‘Orders Of Magnitude’ é o disco novo da banda. Em parte, não. Não podemos dizer ser um trabalho com canções novas, pois aqui todas as 11 faixas são covers de artistas/grupos que, de certa forma, contribuíram para as características e a formação musical do Information Society. Quando o Shearwater lançou seu disco ‘Fellow Travellers’ em 2013 usando do mesmo processo, eu citava que aprovava essa ideia por mostrar um grupo sem medo de reverenciar suas influências. Se o trabalho do Shearwater ficou condizente, não podemos dizer o mesmo do IS que sofre de uma regularidade.

O disco não poderia abrir de forma perfeita, ‘Praying To The Aliens’ de Gary Numan. Aqui a canção fica mais densa, ganha mais realce nas batidas. ‘(We Don’t Need This) Fascist Groove Thang’ do Heaven 17 começa com vozes robóticas, logo em seguida traz a melodia e a batida típica da banda, até parecendo um pouco com aquilo que ouvimos no antigo hit ‘What’s On Your Mind (Pure Energy)’. Tal canção seguiu bastante o modelo Information Society 90’s. ‘Beautiful World’ do Devo (com a participação do próprio Gerald V. Casale) ficou aceitável.

Agora a parte ruim. Algumas canções acabam se perdendo no disco, soando até patéticas e mal trabalhadas. ‘Kiss You All Over’ e ‘The Man In The Dark Sedan’ são monótonas, sem brilho e trazem uma eletrônica desleixada e preguiçosa. Em outros casos, ao usar o uso excessivo da eletrônica e de efeitos, a versão pode ficar não tão apropriada, como é o caso de ‘Heffalumps And Woozles’ (que parece ser mais adequada com a sua versão original, a do desenho do ursinho Pooh). ‘Dominion’ acaba não pegando a levada soturna e apoteótica que o Sisters Of Mercy conseguiu tingir nessa devida canção.

Fica agora a questão se o grupo vai retornar com força, e claro, com canções novas e de sua autoria. Quem sabe eles voltem com o mesmo sucesso dos 90’s, mas agora a tarefa é mais difícil pois muitos ouvintes sequer sabem que eles ainda existem. Ou então, a época é outra e hits radiofônicos não são mais obrigatórios para manter uma banda no topo, ela precisa mostrar que ainda possui esse cacife de ser lembrada.

Observação: ‘Kiss You All Over’ é da banda Exile e ‘The Man In The Dark Sedan’ tem versão original do Snakefinger.

Mais informações sobre a banda:
Allmusic
Information Society Brasil
Site oficial
Wikipedia

Escute a versão de ‘(We Don’t Need This) Fascist Groove Thang’

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