ESSE EU TINHA EM VINIL: The Band of Holy Joy – Manic, Magic, Majestic (1989)

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“A vida e sua montanha russa de sentimentos”

Até aqui tenho comentado sobre discos que foram uma espécie de pilar na minha formação musical, muitos deles reconhecidamente influentes na vida de muitas outras pessoas e na história da música.

Mas nem só de standards era feita minha pequena discografia. Entre eles, lá estavam diversos álbuns e bandas pouquíssimo conhecidas e comentadas, mas que acabaram se tornando parte da minha história de vida e se tornando muito queridos.

Dentre esses, destaco este “Manic, Magic Majestic” da The Band of Holy Joy, cujas informações eram pouquíssimas ou nenhuma na época que comprei. Hoje estou informado que a banda surgiu em Londres e que esse é o seu oitavo álbum, numa carreira iniciada nos primeiros anos da década de 80.

Como minha “carreira” de comprador de discos e pesquisador de novas bandas passou por fases diversas, não tenho como ser exato sobre que tipo de som estava ouvindo na época que comprei o disco, afinal sua sonoridade foge completamente aos padrões musicais que costumava escutar na época, muito provavelmente bandas pós punk inglesas ou com guitarras barulhentas.

A música que sai do disco é recheada de elementos folclóricos e certo ar circense. Não há guitarras distorcidas. Não há baixos densos. Não há baterias tribais. Os elementos clássicos do chamado rock’n’roll, não são os elementos básicos, mas metais, cordas, pianos e até xilofone, em arranjos bem construídos que compõem canções muitas vezes repletas de saudade como nas inesquecíveis “Tactiless”, “Manic Magic, Majestic”, “What the Moon Saw” e “Blessed Boy”.

Era um dos discos que ouvia quando queria “refrescar” minha mente de guitarras barulhentas ou canções densas. Um disco que aprendi a gostar e descobrir sua beleza.

Lembro que comprei a um preço mais baixo que o normal porque a primeira faixa estava arranhada e provocava um chiado a partir de determinado momento, algo que inicialmente não me incomodou, mas que com o tempo começou a me deixar chateado, pois comecei a gostar do disco a tal ponto que pensava ser uma injustiça que num disco de tantas qualidades houvesse acontecido algo tão “cruel”.

Ouvindo-o hoje em dia, percebo que o mesmo pouco envelheceu e que algumas de suas canções poderiam facilmente estar tocando nas rádios e muitas pessoas pensariam ser um disco lançado recentemente.

Não o tenho em CD, fiz algumas pesquisas e percebi que até no EBAY é difícil de encontrá-lo. Esse é mais um da minha lista a ser recuperado. Não faz parte das listas de discos clássicos da música, mas faz da lista da minha vida.

3 pensamentos sobre “ESSE EU TINHA EM VINIL: The Band of Holy Joy – Manic, Magic, Majestic (1989)

  1. Estou em dúvida se ainda tenho ele (vinil). Tenho que procurar na casa em Feira. Boa lembrança

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  2. Esse também eu tive em vinil. E com orgulho. pena que tive aquele problema de mofo em meu armário e esse foi um dos vinis que acabei perdendo. lembro que também comprei na sorte esse disco. Dei uma breve escutada na loja, mas não deu pra tirar nenhuma conclusão. Acabou que o disco serviu como um bom acompanhante para uma semana de provas que tinha pela frente (minha mãe sempre me perguntando se eu não trocaria o disco, rs).

    Acho que essa coisa circense e alegre (sem soar banal), esses elementos mais estranhos para quem cresceu ouviu punk/pós-punk acabam gerando a estranheza em nós, ouvintes. Mas tudo que o TBoHJ fez estaria muito bem impregnado nas gerações posteriores. Britpop mesmo tem muita coisa assimilada deles. Bom texto.

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