CINEMA: Pacto Maligno (Mercy, 2014)

Nota: 5,0

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Filme do diretor Peter Cornwell (Evocando Espíritos, 2009) não é tão feliz ao trazer mais uma fraca adaptação de um dos livros do mestre Stephen King.

Muitos filmes tem uma premissa interessante, mas por vezes funcionam da forma errada e perdem-se naquele enredo que tentavam apresentar. A sinopse interessa o espectador, os envolvidos no elenco/direção despertam a nossa compulsão pelo gênero, entretanto a narrativa falha já na sua meia hora inicial. Um exemplo? ‘Pacto Maligno’, mais um filme baseado em livro de Stephen King publicado em 1985 (‘Skeleton Crew’). Confesso que não sabia dessa película e como curioso pelas histórias de King, o filme me convidou para uma sessão noturna de domingo (apesar de considerá-la nula e esquecível depois de 85 minutos).

O filme traz muito de King, ou então, sai somando muitos aspectos na literatura do escritor. O espectador lembrará de muitos aspectos que costumam circular em suas histórias: a cultura/mitologia cigana, família com um passado misterioso, a cabana isolada, o personagem não tão bem visto pelos moradores da região, as crianças que por vezes são mais corajosas que os próprios adultos. Tendo Chandler Riggs como parte do elenco (o Carl de The Walking Dead), o longa narra a trajetória de dois jovens irmãos que junto com a mãe precisam cuidar da avó portadora de cuidados especiais.

O problema de ‘Pacto Maligno’ é abrir chances de suspense a todo instante, mas não desenvolvê-las por completo. Como espectador, podemos desconfiar de tudo (do passado da avó dos meninos até mesmo de bestas ferozes), acontece que o filme vai entrando num próprio marasmo e o elenco não convence e metade dele não engrena na narrativa. O suspense e a narrativa que buscavam deixar no espectador um clima de decifração do passado da família dão lugar a efeitos especiais urgentes e desnecessários, além de deixar naufragar o verdadeiro motivo da trama. Entre bruxas, plantas que afastam energia negativa, bestas ferozes, quadros assustadores, o filme atira pra todos os lados (de forma errada) e acaba deixando o espectador sonolento. A narrativa segue por um caminho sem criatividade e tortuoso, sem impacto para o espectador sonolento que só espera um desfecho ao menos plausível.

Peter Cornwell não é feliz em trazer uma história de King para as telas, como outros diretores não foram até hoje. O caso complicado de que algumas histórias de King acabaram convencendo na Literatura e antes não fossem levadas para as telas. Mas acredito que não, pois cinema e Literatura precisam andar juntos. Um pouco a atmosfera do filme, algumas cenas no início, bem poéticas por sinal (como o garoto George recebendo conselhos da avó) e mesmo pelo fato de a gente ver Riggs em outra produção além-The Walking Dead ajudam que o filme não seja péssimo de todo. Mas como fã do gênero terror, isso é muito pouco, bem pouco. Nós precisamos de um filme que possa ser revisto e mesmo indicado, e nisso ‘Pacto Maligno’ falha.

Observação: O filme encontra-se no catálogo da Netflix.

Mais sobre o filme:
Filmow
IMDB
Letterboxd
Rotten Tomatoes

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