Piano Magic – Closure (2017)

Nota: 7,5

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‘Embora seja o último disco da banda, esse é mais um trabalho interessante onde entrelaçar gêneros (do Ambient ao Baroque Pop) é um dos principais ingredientes para as canções do Piano Magic’.

O Piano Magic conseguiu chegar aos vinte anos de carreira. Muitos EP’s, singles e ‘Closure’ chega como décimo segundo trabalho de estúdio. Infelizmente, a infelicidade de ser o último trabalho da banda (segundo as próprias palavras de Glen em vários sites). Uma banda que se deu ao luxo de lançar coletâneas e com grandes canções ao longo dessas duas décadas. Criou identidade própria, atingiu sua maturidade e manteve discos acima da média. Isso começou a ocorrer em 1997, graças ao músico Glen Johnson. Juntou outros músicos e assim criou um grupo, embora o Piano Magic se classifique mais como um coletivo, pois aconteceram mudanças/saídas/entradas de integrantes e a cada álbum, várias participações especiais (aqui mesmo há contribuição da celista Audrey Riley com um retrospecto de peso tocando com The Coldplay e Nick Cave).

Com tantos trabalhos, sempre foi difícil classificar/situar o Piano Magic dentro de um gênero específico. Fato que hoje em dia considero importante e crucial, até mesmo porque nós nunca sabemos o que esperar a cada disco. ‘Closure’, a canção de abertura, lembra a sonoridade de muitas bandas que passaram pela gravadora 4AD, talvez um reflexo dos tempos do grupo de Johnson na gravadora (2001 e 2002). ‘Closure’ é um disco por demais comportado, se compararmos com ‘Ovations’ (2009) que tinha petardos como ‘On Edge’. Embora isso não impeça de que o ouvinte encontre as qualidades nele. As guitarras aqui formam um belo acompanhamento às canções, apesar de discretas e nunca em estado de explosão (‘Let Me Introduce You’). O charme mesmo fica por conta de belos arranjos: os pianos e os violinos na exuberante ‘I Left You Twice, Not Once’, o comportamento mais acústico que coordena a levada para o lado da indietrônica em ‘Exile’.

O último show da banda aconteceu em dezembro de 2016. O Piano Magic se despede fazendo bonito e deixando aos ouvintes da boa música um belo legado, apesar de que nunca ganharam o devido respeito e reconhecimento que mereciam, de uma forma geral. Para quem está começando, servirá sim como um exemplo a seguir, sobretudo em dias que grupos surgem e desaparecem num piscar de olhos.

Last FM
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Veja o vídeo de ‘Exile’

2 pensamentos sobre “Piano Magic – Closure (2017)

  1. Obrigado pelo comentário, Luciano. Pois é, considero ‘Ovations’ como um dos maiores momentos da banda, quase um ‘Ok Computer’ deles. Esse está bom, apesar de que precisei de umas 3 a 4 audições atentas para compreender o trabalho. Acho que o clima de melancolia acabou pesando, no final (pela questão de ser o último disco). Faltou aquela música com toque mais rock, com guitarras e bateria mais pesadas. Uma banda que merece ser resgatada em sua discografia pq há belos álbuns sim.

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  2. Uma banda a ser descoberta. Embora a discografia deles seja bem heterogênea, variando muito entre os discos. Mas há grandes momentos como em Ovations. Esse eu comecei a ouvir e parei lá pela quinta música porque nossas vibrações não estavam em sintonia. Voltarei a ele oportunamente. Bela dica pra galera, como sempre, de uma banda a ser descoberta por muitos.

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