CINEMA: Ataúde Branco, O Jogo Diabólico (Ataúd Blanco, El Juego Diabólico – 2016)

Nota: 6,0

Filme argentino do diretor Daniel de la Vega traz uma viagem sombria em que uma mãe desesperada tenta resgatar sua filha sequestrada por um caminhoneiro.

O cinema argentino sempre me chamou a atenção. Que o diga filmes como ‘Nove Rainhas’ (2000) e ‘O Segredo Dos Seus Olhos’ (2009). Contudo, estava em débito em relação ao gênero terror que é feito no país. ‘Ataúd Blanco’, foi a deixa e a brecha, fui na curiosidade sem ao menos conhecer os trabalhos anteriores do diretor (apesar disso não ser tão importante na minha procura por algum filme).

O filme mostra uma mulher (Virgínia) em viagem com sua filha (Rebeca) por uma estrada deserta. Então, nos primeiros minutos, há toda uma carga de Road Movie, que logo em seguida será quebrada por uma cena de ação/suspense. Rebeca é sequestrada e Virgínia sai ao seu encalço, entrando num jogo perturbado e sinistro. A partir daí, Virgínia entra numa jornada sombria com direito a ocultismo, esquisitices, pessoas misteriosas e passados chegando à tona (inclusive a verdadeira intenção da nossa protagonista em relação à sua filha nos é depois revelada*).

A película é curta (70 minutos somando os créditos finais), talvez seja até no tempo certo. Dentro desse tempo, Daniel usou de vários artifícios para prender o espectador, apesar do tom mediano/irregular do produto final. O tom esmaecido/pálido, a paisagem desértica, alguns trechos claustrofóbicos, perseguições, o dilema entre o que pode ser real ou sobrenatural e sobra até para um momento mais gore, o que nos faz pensar na produção crua do filme, até mesmo feita de propósito.

O filme tem força em dois momentos, especialmente. O início e o final. O início por conta de trazer duas personagens que nos cativam para seguir adiante e o final por chegar de forma impactante, crua e pesada. O roteiro também carrega certa eficácia/originalidade: sabemos que se trata de um sequestro, mas não sabemos como isso vai parar e a trama toma um rumo diferente em relação a outros filmes com pessoas sequestradas em estradas. Claro que ele peca em estética e produção, colocando algo de 2016 aquém das produções de terror de países como EUA e Inglaterra. Outro fator importante é que o diretor, sob forma de metáfora, parece querer questionar a importância da maternidade e a infância, como se mostrasse um outro lado delas, diferente do que a sociedade costuma julgar e pensar.

Observação: cortei alguns trechos da minha resenha para não entregar spoilers. Claro que por conta disso, o texto sobre algum filme nunca fica como gostaríamos. O filme encontra-se no catálogo da Netflix.

Filmow
IMDB
Letterbox
Rotten Tomatoes

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