REEDITANDO: Kudu – Death Of The Party (2006)

Como o blog Lovenomore é cultura em geral, temos uma rápida explicação por parte de Zoologia aqui: Kudu é uma espécie de antílope africano que vive nos territórios sulinos do Chade, e cujo nome científico é Tragelaphus Strepsiceros. Ciências à parte, o nome do animal foi o mesmo usado por esse quarteto de Brooklyn (NY) composto pelo baterista Deantoni Parks, pela vocalista e baixista Sylvia Gordon, além das colaborações dos tecladistas Nick Kasper e Peter Stoltzman.

Fui suspeito de querer ouvir esse grupo, até mesmo porque sou fã indiscutível de vocal feminino. Sylvia aqui faz a sua parte muito bem feita: canta em várias nuances que se misturam, passamos por momentos variados como ludismo, seriedade, inocência e despretensão. Canta às vezes como adolescente num karaokê, como tem horas que canta como uma senhora vocalista experiente. Ouvir Kudu me remeteu a várias bandas com toques de pop eletrônico que utilizam/utilizaram vocais femininos e coloque aí como exemplos: Dee-Lite, B-52’s, Moloko, Goldfrapp, The Go-go’s, Ladytron (por quê não?) e até um pouco de Souxsie.

Também termino com as comparações aqui. Kudu não faz mais do mesmo. Um pop eletrônico com forte apelo radiofônico, com pinceladas de breakbeat, synthpop e de hip-hop; mas tudo misturado ao longo das 12 músicas do álbum. Teclado, bateria e a voz de Sylvia predominam ao longo das canções, logo, não espere por muitas novidades. Mas há momentos ímpares como músicas simpáticas e simples que te fazem ir adiante para saber mais, como acontece na abertura de “Hot Lava”. Tem muita batida contagiante, de fazer bater o pé enquanto o fone de ouvido faz sua parte, como nos casos de “Suite Life” e de “Magic Touch”. Muito potencial para tocar em rádios e em festas noturnas devido ao forte apelo pop e refrões grudentos ao máximo como se comprova em “Playing House” (para muitos, o hit do disco).

A super pop ‘Love Me In Your Language’, inclusive, pode parecer imbecil, contudo está arriscado você dar repeat na canção em seguida. Aquela batida memorável; vozes robóticas masculinas acompanhando, teclados liderando a melodia e a voz de Sylvia (com direito a algumas palavras em português como: Ritmo constante. Dentro, fora. Sim, podem acreditar. E por ironia, essa foi uma das canções mais divertidas que ouvi até hoje. Descobri a banda só agora quando estava dando uma limpeza em meus MP3’s. Conhecê-la, não vai mudar em nada na minha lista das melhores bandas da minha vida, entretanto, considerei como uma boa surpresa, mesmo que efêmera. Não têm aquelas festas que você passa ao lado de seus familiares, sobretudo no final de ano? Pode passar o cd inteiro do quarteto que nem sua mãe vai reclamar.

Para saber mais:
Allmusic
Last FM
Nublu Records

Veja o vídeo de ‘Playing House’

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