GUIA DAS SÉRIES: O Exorcista

Emissora (EUA): Fox
Temporadas: 1 (série em andamento)
Episódios totais: 10 (cada um com um tempo entre 48 a 60 minutos aproximadamente)
Criadores da série: Jeremy Slater
Temáticas: drama, terror, horror e thriller

O que dá um filme, mais precisamente do gênero terror, um status de Cult? O impacto que este provocou nas plateias ao redor do mundo? O tempo que este foi apresentado e mesmo assim continua na memória das pessoas? Sua produção? Direção, atores, ou simplesmente sua história? Todas as opções descritas caem muito bem no filme O Exorcista de William Friedkin de 1973. Primeira película de terror a concorrer ao Oscar de melhor Filme, O Exorcista foi se tornando um filme Cult com o passar dos anos, muito por causa de sua áurea de mistério e de filme maldito devido a 8 mortes não explicadas durante a sua produção. Com essa premissa, e considerando que suas sequencias foram aquém do esperado, foi-se tornando viável a produção de uma série que trouxesse aquele universo de terror dessa vez as telinhas. O Exorcista – A Série foi uma das grandes surpresas do ano passado, colecionando muito mais acertos do que erros ao longo dos dez episódios da primeira temporada.

A trama gira em torno da família Rance, que passa por momentos difíceis em diversos aspectos:  da filha mais velha reclusa ao pai que acaba de sofrer um acidente de trabalho. No meio disso tudo, a caçula Casey (Hannah Casulka) começa a apresentar traços de possessão. É aí que entra a melhor parte da série, os padres Tomás (Alfonso Herrera) e Marcus (Ben Daniels). Assim como no primeiro filme, um é inexperiente e o outro carrega consigo o fardo de ser um exorcista. A convivência evolui conforme os episódios, assim como as questões que enfrentam no dia a dia.

Pela sinopse, não se trata de um produto que desperte o interesse das pessoas, mas a forma como a trama vai sendo desenvolvida, reflete como a TV americana tem se mostrado um local mais apropriado para a exploração de temas que não veriam a luz do dia nas telas de cinema. A série tem uma excelente produção e uma bela fotografia em tons acinzentados, o terror é um elemento crescente que vai sendo construído episódio a episódio, explodindo no derradeiro episódio.

O elenco, que conta com o ex-RBD Alfonso Herrera, dando vida ao padre Tomás, apresentado como um padre progressista, ambicioso e compreensivo, que vive os dilemas da juventude, por ser Padre e abdicar de uma vida, digamos, carnal, sem poder viver os prazeres que a idade possa lhe proporcionar para servir a igreja uma dualidade que permeia toda a série. Enquanto isso, o ator Ben Daniels, encarnando o padre Marcus, com uma visceralidade impressionante que o papel necessita, apresenta um personagem que é o único responsável por sujar as mãos para que a igreja mantenha sua reputação em perfeita harmonia. Sendo a personagem mais complexa da trama e um contraponto ao padre Tomás, este tendo a real noção que não é um homem santo, e que sua luta é eterna, e a todo momento tem sua fé sendo testada pelo caminho que resolveu seguir.

A presença de Geena Davis como a matriarca da família Rance, também é digna de elogios, sendo uma personagem com várias dimensões. A todo momento percebe-se que algo lhe aflige, e que esta sofre internamente sem nunca deixar transparecer para família e pessoas que com quem convive. Há mais questões abordadas, principalmente sobre a igreja mas é melhor não aprofundar para não entregar Spoilers!

São poucas as séries de TV da atualidade que conseguem trabalhar tão bem uma franquia já estabelecida como O Exorcista. Com um elenco competente e uma história coesa, sem invencionices, a primeira temporada é ótima opção para quem gosta de suspense com uma pitada de terror.

Saiba mais (elenco, sinopse, descrição dos episódios):
Filmow
IMDB
Rotten Tomatoes

 

Um pensamento sobre “GUIA DAS SÉRIES: O Exorcista

  1. Muito bom o texto, dando também todo um contexto da importância que foi o filme. Agora, vem a parte inusitada: nem sabia da existência da série. Olha que frequento Twitter e FB, mas nenhum amigo até então havia citado ela. Daí vem a importância de escrever sim artigos como esse para os blogs. Fiquei curioso, e considero que a série dá pra trabalhar exatamente isso, muito mais a índole dos personagens, fazer uma exploração maior dos acontecimentos. Parabéns pelo texto e iniciativa.

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