CINEMA: Hidden (Hidden, 2014)

NOTA: 8,0

Depois do sucesso de público e crítica da série Stranger Things, os irmãos Matt Duffer e Ross Duffer foram alçados a fama, por terem desenvolvido uma série muito boa, e que trazia a seus espectadores boas lembranças de um passado bastante divertido e assustador, com várias referências a Steven Spielberg, Stephen King, dentre outros.

Com o nome dos irmãos em evidência, eis a oportunidade de conferir uma produção menor, mas tão atraente quanto a tão badalada série. O longa acompanha o drama vivido pelo pai de família Ray (Alexander Skarsgard), sua esposa Claire (Andrea Riseborough) e sua filha Zoe (Emily Alyn Lind), que tentam sobreviver dentro de um abrigo após a cidade onde moravam ter sido atacada por seres misteriosos. Esses seres, chamados de “Os Respiradores”, aparentemente dizimaram toda a humanidade, deixando um rastro de caos e destruição.

A película apresenta um clima totalmente pós-apocalíptico, assim como todos os temas tratados em filmes de zumbis e outros do gênero. Contudo, o seu grande feito, está na direção completamente precisa, na qual o espectador tem a sensação de estar aprisionado naquele Bunker, juntamente com aquela família, num ambiente claustrofóbico levando-o a interagir de fato com todo o elenco. Os irmãos Duffer constroem uma relação de expectativa com direito a bastante suspense. O filme tem elementos de outro longa lançado no ano seguinte, o também interessante Rua Cloverfield, mas que teve o problema de ser menos divulgado.

Com uma fotografia extremamente escura e sombria, e trilha sonora quase que imperceptível, Hidden convida o espectador a vivenciar uma situação extrema e de narrativa dinâmica com diálogos fortes. Um dos pontos altos desses diálogos evidencia a educação da filha, que por falta de companhia de crianças, tem em uma boneca, causando certa estranheza por parte de sua mãe.

Com atuações convincentes, o clímax do longa se dá no terceiro ato, com uma reviravolta difícil de ser imaginada pelo público comum. Uma pena que este último ato se alongue demais,  podendo ter sido um pouco reduzido, mas em nada diminui este filme que se mostrou uma grata surpresa.

Para maiores informações:
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Rotten Tomatoes

GUIA DAS SÉRIES: O Exorcista

Emissora (EUA): Fox
Temporadas: 1 (série em andamento)
Episódios totais: 10 (cada um com um tempo entre 48 a 60 minutos aproximadamente)
Criadores da série: Jeremy Slater
Temáticas: drama, terror, horror e thriller

O que dá um filme, mais precisamente do gênero terror, um status de Cult? O impacto que este provocou nas plateias ao redor do mundo? O tempo que este foi apresentado e mesmo assim continua na memória das pessoas? Sua produção? Direção, atores, ou simplesmente sua história? Todas as opções descritas caem muito bem no filme O Exorcista de William Friedkin de 1973. Primeira película de terror a concorrer ao Oscar de melhor Filme, O Exorcista foi se tornando um filme Cult com o passar dos anos, muito por causa de sua áurea de mistério e de filme maldito devido a 8 mortes não explicadas durante a sua produção. Com essa premissa, e considerando que suas sequencias foram aquém do esperado, foi-se tornando viável a produção de uma série que trouxesse aquele universo de terror dessa vez as telinhas. O Exorcista – A Série foi uma das grandes surpresas do ano passado, colecionando muito mais acertos do que erros ao longo dos dez episódios da primeira temporada.

A trama gira em torno da família Rance, que passa por momentos difíceis em diversos aspectos:  da filha mais velha reclusa ao pai que acaba de sofrer um acidente de trabalho. No meio disso tudo, a caçula Casey (Hannah Casulka) começa a apresentar traços de possessão. É aí que entra a melhor parte da série, os padres Tomás (Alfonso Herrera) e Marcus (Ben Daniels). Assim como no primeiro filme, um é inexperiente e o outro carrega consigo o fardo de ser um exorcista. A convivência evolui conforme os episódios, assim como as questões que enfrentam no dia a dia.

Pela sinopse, não se trata de um produto que desperte o interesse das pessoas, mas a forma como a trama vai sendo desenvolvida, reflete como a TV americana tem se mostrado um local mais apropriado para a exploração de temas que não veriam a luz do dia nas telas de cinema. A série tem uma excelente produção e uma bela fotografia em tons acinzentados, o terror é um elemento crescente que vai sendo construído episódio a episódio, explodindo no derradeiro episódio.

O elenco, que conta com o ex-RBD Alfonso Herrera, dando vida ao padre Tomás, apresentado como um padre progressista, ambicioso e compreensivo, que vive os dilemas da juventude, por ser Padre e abdicar de uma vida, digamos, carnal, sem poder viver os prazeres que a idade possa lhe proporcionar para servir a igreja uma dualidade que permeia toda a série. Enquanto isso, o ator Ben Daniels, encarnando o padre Marcus, com uma visceralidade impressionante que o papel necessita, apresenta um personagem que é o único responsável por sujar as mãos para que a igreja mantenha sua reputação em perfeita harmonia. Sendo a personagem mais complexa da trama e um contraponto ao padre Tomás, este tendo a real noção que não é um homem santo, e que sua luta é eterna, e a todo momento tem sua fé sendo testada pelo caminho que resolveu seguir.

A presença de Geena Davis como a matriarca da família Rance, também é digna de elogios, sendo uma personagem com várias dimensões. A todo momento percebe-se que algo lhe aflige, e que esta sofre internamente sem nunca deixar transparecer para família e pessoas que com quem convive. Há mais questões abordadas, principalmente sobre a igreja mas é melhor não aprofundar para não entregar Spoilers!

São poucas as séries de TV da atualidade que conseguem trabalhar tão bem uma franquia já estabelecida como O Exorcista. Com um elenco competente e uma história coesa, sem invencionices, a primeira temporada é ótima opção para quem gosta de suspense com uma pitada de terror.

Saiba mais (elenco, sinopse, descrição dos episódios):
Filmow
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Rotten Tomatoes

 

PJ Harvey – The Hope Six Demolition Project

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Seguindo  a tradição de cronistas essenciais do rock, como Bob Dylan e Morrissey, Polly Jean, sem dúvida sabe como tirar músicas de uma dada realidade.

Após um hiato de 5 anos sem lançar material inédito, Polly Jean Harvey ou simplesmente PJ Harvey, lança um disco com aspecto musical muito diferente dos outros que o antecederam.

Aparecendo para o mundo em 1992, com um disco bastante cru, onde se caracterizava autênticos blues com uma pegada mais visceral de guitarras barulhentas, PJ se estabeleceu como uma das vozes mais autênticas dos anos 90. Temas como feminismo, amor, questões do corpo, sexualidade, religião, são temas recorrentes em seus discos. Os sucessos dos três primeiro discos fizeram com que PJ se estabelecesse como uma das grandes personalidades da música inglesa e mundial nos anos e discos que se seguiram.

Cantora, compositora e multi-instrumentista, PJ sempre tem algo novo a apresentar, uma nova nuance, seja de seu mundo interno ou da forma como encara e se relaciona com a realidade que a cerca. Essa forma de enxergar a realidade fez com que ela se jogasse em um novo projeto no mínimo interessante.

Na companhia do cineasta Seamus Murphy e sendo conduzidos pelo famoso repórter Paul Schwartzman, do The Washington Post, a artista viajou por diversos locais do mundo (Kosovo, Afeganistão e Washington D.C.), sempre como expectadora de tudo o que acontecia, com o intuito de estudar o verdadeiro impacto e os diversos desdobramentos da guerra na vida dos civis ao redor do mundo. Inspirado nestes registros, com seu testemunho, a artista lança um disco contundente sobre os registros observados e como foi dito anteriormente, não na sua visão, mas na visão daqueles que fizeram parte de seus registros, tanto o cineasta Seamus Murphy, como de pessoas locais, sobre histórias de “zumbis” abandonados por programas estacionados do governo, pessoas que sofreram com guerras e a paralisação coletiva diante de cenários isolados bem caóticos.

Hope Six Demolition Project é o encontro de todas estas visões como espectador destes locais em forma de música e poesia, sendo a poesia mais marcante que a música propriamente dita. Um álbum que tem sua base em melodias marciais com um clima fantasmagórico traz o retorno de guitarras, não necessariamente no rock propriamente dito. Sons e sensações essas que acompanham até o final do disco apontado para o blues, o spiritual gospel, o folk e até o free jazz no uso do saxofone, em algumas vezes lembrando cânticos de escolas dominicais de igrejas locais.

Musicalmente o álbum não apresenta a sujeira e distorções de alguns álbuns anteriores, fazendo com que soe com uma sonoridade bastante leve, dando vez aos metais, estas quando aparecem soam ao longe, mas não tão presentes. Com a escolha por esse instrumental PJ também tende a cantar mais suavemente, isto não quer dizer que seja uma interpretação tão meiga, ou seja subindo o tom de voz sinalizando seu descontentamento, sua indignação para com os temas abordados ao longo do disco, soando por vezes panfletária. Confesso que só descobri isso após horas e horas de audição do disco.

“The Hope Six Demolition Project” é um álbum cru, como a própria Polly Jean, um disco de difícil audição e para se escutar com calma, prestando-se atenção nas letras e nas melodias, no clima lúgubre, nos barulhos em todos os seus detalhes. Uma pena que este belo disco tenha passado quase desapercebido. Mais uma vez Polly Jean nos presenteia com um grande e belo disco, confirmando que consegue passear por várias vertentes musicais sem perder sua autenticidade e originalidade, sua marca registrada. 

JORGE BEN – A Tábua de Esmeralda (1974)

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“A Tábua de Esmeralda é um disco obrigatório para todo amante da boa musica brasileira”

Com mais de quarenta anos de existência, um disco muito interessante tem me chamado a atenção desde o primeiro momento que coloquei os “olhos” nele: A Tábua de Esmeralda. Considerado por muita gente o melhor disco de Jorge Ben, foi um dos mais importantes da nossa música popular. Um disco que mesmo depois de décadas continua super atual, tanto em letras, quanto em musicalidade.

O disco foi produzido num período muito fértil da música brasileira. Deste mesmo período são os discos “Loki?”, de Arnaldo Batista, “Gita”, de Raul Seixas, o segundo álbum do Secos e Molhados, entre outros de suma importância no cenário musical brasileiro.

Considerado um artista completo por trafegar por vários estilos musicais, sempre imprimindo seu estilo próprio, Jorge Ben criou “A Tábua de Esmeralda” para ser um álbum conceitual. Pelas letras abordadas em suas musicas observamos um artista que mergulhou a fundo para conhecer os fundamentos e as origens da alquimia, ainda que apenas em um nível mais teórico (ele mesmo já declarou que nunca foi um praticante).

Na capa, figuras de Nicolas Flamel, e a primeira lei da Tábua de Esmeralda escrita por Hermes Trismegisto que deu origem a alquimia: “É VERDADE SEM MENTIRA CERTO MUITO VERDADEIRO”.

Ao primeiro contato, o som parece ser muito simples: o violão de Jorge, aliado ao pandeiro, compõe um samba único produzindo um ritmo contagiante. Todas as músicas são sensacionais. As letras, na sua maioria, apesar de falarem sobre alquimia e misticismo, são super descontraídas. A primeira musica já chega bradando aos quatro ventos que “Os Alquimistas estão chegando estão chegando os alquimistas, discretos e silenciosos. Evitam qualquer relação com pessoas de temperamento sórdido”, como quem dá boas-vindas a quem o ouvia e iria adentrar naquele mundo fantástico. Muito simples, mas muito direta, tudo isso ao som do seu violão característico.

Segue com “O Homem da Gravata Florida”, onde, na realidade, Jorge está se referindo a Paracelso, um dos alquimistas mais conhecidos do século XVI e que foi um médico excepcional, tendo herdado do seu pai o conhecimento místico das plantas e das ervas medicinais, arte chamada de agricultura celeste.

Em “Errare Humanum Est” temos uma viagem psicodélica fundindo-se ao samba e orquestrações profundas e climáticas. Já “Menina Mulher da Pele Preta” vem chegando com toda a malemolência da mulher carioca. “Eu vou torcer”, “Magnólia”, “Minha Teimosinha, uma Arma pra te Conquistar”, seguem exaltando a beleza das mulheres.

“Zumbi” é uma das músicas mais poderosas e belas que falam dos povos negros e da escravidão, soa atualíssima. Na sequência, “Broder”, cantada em inglês abrasileirado, onde versa que “Jesus Cristo é o meu senhor, é o meu amigo”.

Em “O Namorado da Viúva”, o protagonista é Nicolas Flamel, talvez o nome mais famoso da alquimia. Reza a lenda que a esposa de Flamel era rica e já havia sido viúva três vezes, por isso os homens a temiam e, como diz a música, “as apostas subiram dizendo que ele não vai dar conta do recado”. Em “Hermes Trismegisto” reencontramos a fusão do samba com a psicodélica.

Fechando o disco, “Cinco Minutos” nos pede pra esperar mais cinco minutos, pois toda aquela viagem não era pra ter fim.

É um disco obrigatório para todo amante da boa musica brasileira. É um disco que não sai facilmente da cabeça e reescutá-lo é sempre uma surpresa. A impressão que dá, afinal, é que Jorge Ben atingiu, com esse disco, a transmutação. Ele conseguiu transformar em ouro o que já era preciosíssimo: a sua criatividade e o seu som. Salve Jorge!

CINEMA: Star Wars – O Despertar da Força (Star Wars – The Force Awakens, 2015)

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Dirigido por J.J. Abrams. Roteiro de Michael Arndt, J.J. Abrams e Lawrence Kasdan. Com: Harrison Ford, Daisy Ridley, John Boyega, Oscar Isaac, Adam Driver, Domhnall Gleeson, Kenny Baker, Peter Mayhew, Anthony Daniels, Lupita Nyong’o, Andy Serkis, Max von Sydow, Carrie Fisher e Mark Hamill.

“É hora de passar ‘Star Wars’ para uma nova geração de cineastas”. George Lucas em nota.

Inicio o texto com esta frase proferida pelo criador do universo Star Wars, George Lucas, no dia 31 de outubro de 2012, quando foi anunciada a compra da Lucasfilm Ltd. pela Walt Disney Company, pelo valor de US$ 4,05 bilhões em ações e dinheiro. Foi anunciado também que a empresa lançaria o sétimo filme da saga “Star Wars” em 2015.

Muito se falou e se especulou sobre este novo filme que seria lançado, muitas perguntas e pouquíssimas respostas. Como fã assumido da trilogia original, e por apenas gostar da última trilogia, tentei não me ater muito aos rumores do novo filme e foquei apenas na equipe envolvida: roteiristas, produtores, diretor e atores.

Cada informação era recebida com muito entusiasmo, pois com o nome dos envolvidos no processo, poderia se esperar um bom filme.

Escrito por Michael Arndt, J.J. Abrams e pelo veterano Lawrence Kasdan (O Império Contra-Ataca, Os Caçadores da Arca Perdida), O Despertar da Força se passa três décadas depois de O Retorno de Jedi, e traz a galáxia sob a ameaça da Primeira Ordem, que surgiu a partir dos escombros do Império. Enfrentando a resistência dos rebeldes, os vilões encaram a destruição de Luke Skywalker (Hamill) como algo fundamental para seu sucesso, dedicando seus esforços para encontrá-lo – e a única pista de seu paradeiro encontra-se sob o em poder do pequeno droide BB-8. Assim, quando este é “adotado” pela jovem Rey (Daisy Ridley), a garota passa a ser perseguida pelo ameaçador Kylo Ren (Adam Driver), que tampouco vê com simpatia o ex-stormtrooper Finn (John Boyega).

O filme é muito bom, me arrisco a dizer que se não é o melhor da franquia, se equivale ao O Império Contra Ataca. O roteiro parece simples, mas trata de um Monomito, ou a saga do herói. Adendo: “Segundo o antropólogo Joseph Campbell, a partida lida com o herói aspirando à sua jornada; a Iniciação contém as várias aventuras do herói ao longo de seu caminho; e o Retorno é o momento em que o herói volta a casa com o conhecimento e os poderes que adquiriu ao longo da jornada”. Tal jornada lembra muito a jornada de Luke Skywalker na trilogia original.

Os estúdios Disney que não são bobos utilizaram uma história que já foi contada outras vezes, inclusive na saga original, para em cima desta trazer uma nova legião de fãs e de certo modo atrair os antigos fãs da trilogia original. Poderiam ser mais ousados? Talvez, mas no fundo no fundo, todos nós queríamos ver exatamente aquilo em tela grande.

Os atores (Parte 1), Outra bola dentro foi a escolha de atores desconhecidos do grande público para os papeis principais, o que só reforça o mito de que Daisy Ridley (Rey), John Boyega (Finn) e Oscar Isaac (Poe Dameron), seriam conhecidos pelos restos de suas vidas pelos respectivos papeis. Devemos lembrar que Oscar Isaac e John Boyega, são atores muito promissores em trabalho anteriores a Star Wars, principalmente Oscar Isaac.

Os atores (Parte 2), vale citar também os antagonistas dessa nova trilogia: Domhall Gleeson  dando vida ao General Hux, e a personificação do mal da nova trilogia, Adam Driver, vivendo o iniciante Sith Kylo Ren. Diferentemente de Darth Vader, ele se sente tentado pela força e não pelo lado negro.

Muito se comentou sobre o novo Sith Kylo Ren, considerando este como um vilão muito fraco para um filme daquele tamanho. Diferentemente destes, considero que este não estava pronto para aquilo que viria enfrentar, e em todo o filme deixa bem claro que este não tem total conhecimento do poder que emana dele. A escolha do ator pra mim foi a mais acertada de todas, pois conhecendo trabalhos anteriores a Star Wars, ele tem um olhar de alguém que está pronto a se destruir por dentro, algo que seu personagem necessita, vivendo uma dualidade que o papel exigia. Creio que as pessoas queriam ver um novo Darth Vader, e isso nunca mais irá acontecer. Penso que o personagem tem um potencial imenso para ser tão ou mais cruel que Darth Vader.

Não vou comentar sobre os personagens criados pela captura de movimento, pois tiveram pouco tempo em tela, e pra não estragar tanto o prazer de poder vê-los.

Destaca-se também a utilização de pouquíssimo CGI, sendo utilizadas muitas maquetes e trucagens de filmagem, para ter um efeito mais realista possível. Tudo isto me faz comparar com os mais recentes sucessos de bilheteria e utilização exagerada desta tecnologia, fazendo com que o filme deixe de ser orgânico e seja virtual. A diferença dos personagens em CGI para os animatrônicos é absurda. Outra decisão acertada por parte dos idealizadores.

O respeito ao universo criado há quase 40 anos, considerado por muitos como uma refilmagem, todos os fatores que fizeram o sucesso de Star Wars estão ali, muitas cenas lembram muito takes passados nos filmes anteriores, como a banda de aliens, a taverna onde se encontram todos os tipos de vilão, os personagens clássicos, tudo isso foi levado em consideração nesta nova trilogia.

SPOILER ALERT! A maior sacada do filme foi à morte de um dos personagens mais legais e icônicos, se não o mais legal de toda a saga, Han Solo, sendo assassinado pelas mãos do próprio filho Ben Solo. Uma das cenas mais marcantes do cinema nos últimos anos. Tal cena lembrou muito o momento que após decepar a mão de seu filho com o sabre Darth Vader anuncia que é pai de Luke. Alguns encararam como um afronta a obra antiga, eu considerei um momento simbólico, como um filho que cresceu, ou melhor, foi crescendo seguindo os ensinamentos dos pais e naquele momento disse: “daqui pra frente, eu sigo minha vida”. Naquele momento o cordão umbilical foi cortado, nos dando a impressão que a nova trilogia pode andar com suas próprias pernas, seguindo os ensinamentos do passado, mas sempre mirando o futuro.

Enfim, chego ao final do texto tentando passar a impressão de que minha admiração por todo aquele universo criado há quase 40 anos foi renovada com este belíssimo filme, que me trouxe de volta a tempos e sensações que eu nem mais imaginava que pudessem estar em meu inconsciente. O tempo passa, as responsabilidades aumentam, mas meu fascínio por Star Wars permanece e está agora rejuvenescido.

Se você é fã, não ligue para aquelas pessoas que tentam desmerecer o seu gostar, pensem que eles apenas não sabem o que é a FORÇA e como ela se manifesta.

Como diriam os Jedi: “May the Force be with you”, ou seja, Que a Força Esteja com Vocês!