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Posts Tagged ‘bandas irlandesas’

OU NÃO?: September Girls

05/03/2014 1 comentário

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+ Painted Palms
+ The Happy Mess

Cinco belas garotas de Dublin vestidas de preto e usando como nome o título de uma música do Big Star, tudo para dar certo…ou não?

Seja pelo nome do grupo ou pela formação, as garotas irlandesas tem causado certo burburinho com esse seu álbum de estreia, já que musicalmente não há tantos atributos que justifiquem tamanha atenção para ‘Cursing the Sea’. As meninas juntam em sua música elementos da música pop de várias décadas: a simplicidade bubblegum, a sujeira do rock de garagem, os vocais adocicados das girl groups, o wall of sound revitalizado das noise bandas oitentistas; o resultado é uma espécie de The Primitives lo-fi, sujo. Descrevem suas canções como inspiradas por garotos, pelo verão e casas mal assombradas. As letras falam de relacionamentos, as guitarras se esbaldam em distorções fuzz, a bateria é econômica, os vocais cheios de eco (e acompanhando de backings) se confundem com os instrumentos, criando a “muralha sonora”. A música é crua e direta, reduzida ao essencial, sem firulas. O resultado final acaba sendo repetitivo e carente de criatividade para sair de um círculo vicioso, já que seguem um padrão que se estende pelas onze canções. O trabalho de mixagem, propositadamente suja, tenta, e consegue, fazer a música soar retrô, como se tivesse sido produzido uns trinta anos atrás. Acaba sendo um disco corajoso, de garotas que demonstram personalidade e que pode e tende a melhorar num segundo momento.

PREFERIDAS: “Green Eyed” e “Sister”.

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SAIU DO FORNO: Halves – Boa Howl (2013)

Anteriores:
+ Low Sea – Remote Viewing (2013)
+ Ola Podrida – Ghosts Go Blind (2013)

‘Drumhunter’, a música de abertura, lembra bastante o Radiohead fase ‘King Of The Limbs (2008). Contudo, em seu segundo disco, o Halves não busca ser uma mera cópia do famoso quinteto inglês. ‘Boa Howl’ tem sua identidade e tenta ser um estilhaço de várias sonoridades e influências. Passando pela psicodelia, shoegaze, dream-pop, post-rock, eletrônica e experimentalismo, o trabalho revela várias referências musicais (boas) como Flaming Lips, Mercury Rev, The Evangelicals, Eimog e Here We Go Magic, indicando assim uma sonoridade flutuante e sem um parâmetro preciso. O clima ambient/melancólico de ‘Drip Pools’, a sonoridade crescente emoldurada por sopros e uma bateria virtuosa em ‘Best Summer’, o rock vertiginoso e descarrilado de ‘Bring Your Bad Luck’ identificam um disco com varias ideias e que tenta mudar a cada faixa. A banda é irlandesa (de Dublin).

Na Bandcamp

Site oficial

Escute ‘The Glass Wreckage’

SAIU DO FORNO: Low Sea – Remote Viewing (2013)

Anteriores:
+ Ola Podrida – Ghosts Go Blind (2013)
+ Husky Rescue – The Long Lost Friend (2013)

Ao escutar o Low Sea, lembrei de outras bandas atuais como Still Corners, Blouse e Tomorrow’s World. Vocal feminino em cena, mistura de electropop e dream pop com muitas melodias cheirando a hits instantâneos e inclusive (não pode faltar) o flerte com os 80’s (influências de Mazzy Star, Curve e Cocteau Twins). Assim é o padrão do álbum. Desde a abertura de ‘Afflictions Of Love’ passando por canções grudentas como ‘Sentimental Games’ e ‘Starlight’, a dupla segue no seu jeito característico de compor que já não é tão novidade assim, mas para os ouvintes que apreciam o que citei aqui, será um verdadeiro deleite. O duo é irlandês e é formado da reunião entre a vocalista Billie e o multi-instrumentista Bobby D.

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Veja o vídeo de ‘Remote Viewing’

OCEANO SONORO: jj72 | formulae

21/02/2012 2 comentários

ANTERIORES:
+ sun dial | exploding in your mind
+ new fast automatic daffodils | stockholm

nome :: jj72

membros principais :: mark greaney (vocal e guitarra), sarah fox (baixo), fergal matthews (bateria); hilary woods (baixo, até 2003)

atividade :: 1996 | 2006

origem :: dublin| irlanda

álbuns :: jj72 (2000) | i to sky (2002)

hit? :: formulae | do álbum i to sky (2002)

para quem gosta de :: muse | idlewild | mansun | power-pop | brit-pop | placebo

:: das bandas apontadas como promessa para o início da década de 2000, o jj72 foi uma das que tiveram carreira mais curta; lançaram apenas dois discos e foram colocados num limbo pela sua gravadora, o que decretou seu fim; seguem a cartilha do power trio, onde destacam-se o vocal peculiar de mark greaney e os refrãos em crescendo; com o fim do jj72 greaney formou a banda ‘concerto for constantine’.

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OCEANO SONORO: the frank and walters | after all

01/09/2010 1 comentário

nome ::frank and walters

membros :: paul linehan (vocal/baixo), niall linehan (guitarra) (substituído por kevin pedreschi em 2004) e ashley keating (bateria)

atividade :: 1990-até hoje/p>

origem :: cork city, irlanda

álbuns :: the frank and walters (1992), trains, boats and planes (1993)*, gran parade (1996), beauty becomes more than life (1999), glass (2001), souvenirs (coletânea de raridades, 2005) e a renewed interest in happiness (2007)

hit :: after all, do álbum trains, boats and planes

para quem gosta de :: blur, dodgy, power-pop

:: fossem da inglaterra teriam alcançado maior alcance, qualidades não faltam na música do trio, que faz um power-pop divertido, tendo os vocais de linehan, cheio de sotaque, como um dos pontos altos

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OU NÃO?: The Brothers Movement

+ Ainda ouviremos falar bastante desse quinteto irlandês de Dublin, ou não?

Formado pelos irmãos Paxton (Neil e Conor) o grupo lançou em 2009 seu primeiro e homônimo álbum, tendo ganhado uma nota oito do semanário NME. Sua música tem sido comparada ao Jesus and Mary Chain (para quem chegaram a abrir shows), Sonic Youth e outros nomes conhecidos da cena musical, mas se tem uma que dá pra perceber influência na sonoridade dos irlandeses é o The Verve (repare na balada ‘Someday’) e Black Rebel Motorcycle Club (‘Standing Still’), embora a principal fonte seja mesmo o britpop feito nos anos 90, inclusive Oasis. Mas não estranhe se encontrar ecos dos Beatles aqui e ali, uma das influências assumidas pelo grupo, e toques de psicodelia, como na viajada ‘We Shall Lift Our Heads’.

+ VEJA O VÍDEO: Blind e Standing Still

+ RELACIONADOS: OU NÃO?: Northern Portrait

Quem? The Whipping Boy

31/07/2009 1 comentário

Surgiram em 1988, em Dublin, e inicialmente se chamavam Lolita And The Whipping Boy, logo reduzido após a saída da guitarrista. O primeiro “encontro” do grupo aconteceu numa festa de aniversário, tendo no repertório canções do The Clash (Shoud I Stay or Should I Go), The Fall (Mr. Pharmacist) e Velvet Underground (Sister Ray), sendo desplugados sem que terminassem sua apresentação. A primeira apresentação “de verdade” como banda aconteceu no clube noturno The Source, reduto de góticos, local onde não voltariam a tocar novamente.

Ainda em 1988, produzem seu EP em formato cassete “Sweet Mangled Thing”, formado por cinco canções e lançado em 1989. No ano seguinte lançam pela Cheree Records o EP homônimo Em 91 mais um EP pela Cheree, “Think I Miss You”. Essa associação com a Cheree ajudou o grupo a conseguir alguns shows em Londres, já que acabaram sendo associados à “cena” da gravadora, que contava em seu cast com nomes como Telescopes e The Pooh Sticks. Para a banda, a experiência com a gravadora foi a mais pura tiveram no “music business”.

“Submarine”, a estréia da banda em álbuns, levou apenas onze dias para ficar pronto, e foi lançado em 1992 pela Liquid Records, selo independente de Dublin. Como a Cheree não tinha condições para bancar as gravações, foi o empresário do grupo quem disponibilizou o dinheiro para que o álbum fosse gravado. A associação da banda com a Liquid acabou não sendo satisfatória, já que a mesma não promoveu o álbum. Anos depois Paul Page afirmaria que se juntar à Liquid foi o maior erro que a banda cometeu em sua carreira. Durante as gravações de Submarine a banda passou por brigas, mudanças de integrantes e até chegou a se dissolver.

O álbum ganhou nota oito do semanário NME e teve críticas bem acolhedoras da imprensa inglesa, apesar das comparações com Sonic Youth e My Bloody Valentine, referências diretas perceptíveis na sonoridade cheia de distorção do álbum.

Após o debut, a banda passa a ensaiar e compor as canções que fariam parte de seu próximo álbum, “Heartworm”, que seria lançado em 1995 pela grande gravadora Columbia. Segundo Paul, além da Columbia (subsidiária da Sony), a EMI também chegou a fazer proposta para a banda: “subitamente, após sermos ignorados por anos, havia duas grandes gravadoras desesperadamente interessadas em assinar com a banda”.

“Heartworm” é lançado em outubro de 1995 e mostra uma banda bem mais madura, com canções mais trabalhadas e melódicas, letras mais poderosas e o vocalista Fearghal McKee cantando de forma grave e melhor, declamando ao melhor estilo Nick Cave ou Ian McCulloch (a banda é fã confessa do Echo and the Bunnymen). Saem as distorções, entram os arranjos de cordas sob a batuta do produtor Wayne Livesely, que apesar de ter agradado a banda na produção, teve seus monetos de tensão com os integrantes.

Gravado em onze semanas no Windmill Lane Studio, em Dublin, “Heartworm” recebeu críticas totalmente favoráveis ao som do grupo, mais até que o seu álbum de estréia, já que apresentavam um som com mais “personalidade”. “We Don’t Need Nobody Else” logo se torna um dos hits do álbum e também single, junto com “When We Were Young”e “Twinkle”. “Heartworm” (assim com seus criadores) é um álbum obscuro, perdido, na história da música britânica dos anos 90, mas pode ser considerado um dos melhores produzidos naquela década e ainda há de obter seu reconhecimento.

Apesar da boa divulgação por parte da Columbia (com quem a banda diz ter conseguido um bom relacionamento) e das respostas positivas ao álbum, as vendas ficam aquém do esperado pela gravadora, que acaba dispensando-os em 96. Em 98 e com um outro álbum por terminar a banda se dissolve. Só em 2000 é que o terceiro e homônimo álbum do Whipping Boy viria a sair pelo selo próprio Low Rent, e graças a ajuda financeira de um amigo.

PS: A banda voltou a se reunir em 2005 para alguns shows e continuou em 2006, mas não se tem notícias se ainda estão tocando juntos ou se pretendem lançar algum novo álbum.

:::ÁLBUNS:

Submarine (1992)
Heartworm (1995)
The Wipping Boy (2000)

:::MAIS SOBRE A BANDA:

http://www.whippingboy.net/index.html

http://www.irishmusiccentral.com/whippingboy/index.html

http://www.myspace.com/dublinwhippingboy

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