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+ Korallreven – An Album By Korallreven (2011)
+ Still Corners – Creatures Of An Hour (2011)

Duncan Sumpner, que é um professor escolar em Sheffield, dá vida ao seu projeto Songs Of Green Pheasant. E mais uma vez, um projeto musical um tanto quanto desconhecido que quase não se comenta muito pela internet. Os discos anteriores foram pela gravadora FatCat. ‘Soft Wounds’, por sua vez, foi gravado pela Rusted Rail. Flertando com o folk-rock, o ambient, o lo-fi ou mesmo com o jazz, Duncan dá realce aos instrumentos variados em suas composições (que a início parecem simples, mas não são). Canções como ‘Deaf Sarah’ ganham mais requinte com adição de sopros. Mesmo com a abertura convincente, assimilável e grudenta de ‘Teenwolf’, o ouvinte precisará de várias audições e dedicação para entender uma canção como ‘Flesheaters’, que em seus quase 10 minutos, passa por diversas nuances conduzidas por uma bela percussão, guitarras dedilhadas e que fecha magistralmente com violinos. Um aviso: um bom fone de ouvido, sem muito barulho por perto e você encontrará, em cada audição, mais detalhes neste álbum. Isso é muito válido nestes dias.

Tempo de duração: 38 minutos
Canções: 8
Destaques: ‘Teenwolf’, ‘Deaf Sarah’ e ‘Flesheaters’
Para quem gosta de (similares): Cascadeur, Talk Talk da época do ‘Laughing Stock’ (1991), Durutti Column, Simon And Garfunkel, Nick Drake

Last FM

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+ Suits

Emissora dos EUA: HBO
Anos de exibição: 2011.
Temporadas: 2 (com 12 episódios cada). A terceira temporada ainda não tem data confirmada.
Criador: Terence Winter
Duração: de 50 minutos a 1 hora, dependendo do episódio
Temáticas: EUA anos 20, Lei Seca, Máfia, Corrupção, Política

Os primeiros episódios de ‘Boardwalk Empire’ não me convenceram. Lembro que também tinha acontecido isso com ‘Mad Men’. Não havia me convencido da trama, ou sentia que a série queria se arrastar. Gosto quando resolvo seguir adiante e que sou enganado. O cinema, em geral, deve proporcionar isso. Necessito ver uma reviravolta, ou mesmo, o crescimento gradual daquilo que está sendo exibido. Os motivos de considerar, na atualidade, ‘Boardwalk Empire’ como uma das maiores séries da atualidade exigiriam não apenas uma simples resenha, mas quase um livro de explicações, até mesmo uma monografia de final de curso.

Pra começar, a série é uma representação genial do que foi a década de 1920 nos EUA. Época da Lei Seca, onde figuras como Al Capone (que aparece também bem descrito) e outros criminosos traçaram histórias de violência e corrupção em cidades como Chicago, Nova Iorque e Filadélfia, entre outras. Desde os figurinos até o cenário de época, tudo é bem primoroso para te transportar ao universo dos gângters, máfias e da falsificação de bebidas.

Apesar de ter Nucky Thompson (Steve Buscemi) como personagem principal, outro destaque fica por conta do elenco soberbo (e vasto) que dá vida aos personagens bem construídos, onde você sente repulsa, carisma e por vezes, até misericórdia. Seja aquele que aparece depois como Richard Harrow (Jack Huston), ou outros que saem logo de cena, cada figura, cada peça dessa narrativa é eficaz no desenrolar da trama e te faz ficar pensando em alguma cena memorável (a exemplo do final do episódio 7 da primeira temporada).

Valorizo muito a questão aqui, do bem e mal, que praticamente não é definida para o espectador. Não dá para se criar um ódio extremo por Nucky, além do mais, lembrem-se, estamos numa era envolvida pela briga de poder e status, onde policiais são corruptos, a justiça é comprada, a vilania é constante e traições são comuns de acontecer. A política será comum na história de ‘Boardwalk Empire’, e por muitas vezes, é até preciso voltar algum diálogo para compreender as intenções dos personagens. É uma série para se prestar atenção realmente, desligue-se de tudo e veja cada episódio com atenção.

Uma série que aborda de tudo. Traz relacionamentos familiares, fala de religião (sem soar maçante), cita companheirismo (com a ideia de respeito e de fidelidade) e a fragilidade da justiça. Também é útil como um certo documento histórico pois trata de um tempo onde os EUA ainda se constituía como nação, fala da Klux Klux Klan e da segregação racial, relata uma sociedade totalmente machista, patriarcal e autoritária, sem esquecer, sobretudo, da própria Lei Seca (já citada antes). Num misto de ação, drama, romance e triller, difícil ficar impassível diante dos episódios que são intrigantes até o final.

Como pontos negativos, encontrei poucos ou quase nenhum. E não da minha parte. Acho que a série está indo num bom caminho, pois em cada episódio, é difícil dizer que amizades ou consolidações serão formadas, e quem estará na frente do poder. Alguém poderá reclamar da violência extrema. Verdade é que algumas mortes são realmente cruéis e em todos os episódios é praxe que alguém não escape vivo. Podem também reclamar do final da segunda temporada? Fato. Mas achei ousadia dos produtores. E mesmo assim, encontraremos ainda muita história, muita corrupção, uniões e traições em ‘Boardwalk Empire’. Podem esperar.

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+ KATHLEEN EDWARDS – Voyageur (2012)
+ SMITH & BURROWS – Funny Looking Angels (2011)

Todo ano, claro, existe aquela banda que surge e que toma a cena. Apesar disso, sempre aguardamos o lançamento daquele grupo que nos anos anteriores conquistou o seu espaço e um número decente de fãs. Neste ano, o novo disco da dupla do The Big Pink já era, de antemão, um dos mais esperados. Isso porque o álbum ‘A Brief History Of Love’ de 2009 causou bastante estardalhaço na época e despontou o duo como uma das promessas no cenário musical.

Não dá para elevar ao máximo ‘Future This’, assim como, não dá para rebaixá-lo – ou taxá-lo – de um disco inferior ao ‘A Brief History Of Love’. Eu colocaria ambos num mesmo patamar, cada qual com seus momentos bons e hits em potencial, embora ‘Future This’ não tenha me chamado a atenção logo de início, e se consistiu num trabalho de mais audições para que eu não o julgasse erronea e precipitadamente.

Se em 2009 tinha ‘Dominos’, agora temos ‘Hit The Ground (Superman)’ que tem o mesmo potencial de hit instantâneo. O jeito de compor de Robbie Furze e Millo Cordel, a bateria acentuada, o uso de sintetizadores, a influência notável sobretudo de Spacemen 3 e My Blood Valentine ficam bem evidentes em canções como ‘Stay Gold’, ‘Rubbernecking’ e ‘1313’. ‘Give It Up’ é toda preenchida por efeitos e ganha contornos mais realçados de dance-rock. ‘Future This’ tem um refrão grudento, uma belíssima levada e poderia se tornar outra candidata a hit. E há espaços para ‘77’, canção com levada mais melancólica onde o The Big Pink aponta, em certa parte, para uma nova sonoridade dos próximos trabalhos (talvez).

Longe de ser um trabalho para se exaltar em demasia, ‘Future This’ se revela quase um lado B de ‘A Brief History Of Love’. Para quem sempre espera demais, pode ser, em parte, uma certa decepção. Se você gosta do que a banda já mostrou, não há do que reclamar e temos aí um importante lançamento em 2012.

Myspace

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ANTERIORES
+ The Help
+ Não Tenha Medo do Escuro

Para muitos, George Harrison sempre foi o Beatle esquecido ou injustiçado. Que talvez nunca tenha sido tão valorizado na mesma proporção da dupla Lennon e McCartney. Documentários como esse servem e ajudam a entender melhor quem foi esse Beatle, sobretudo compreender a sua vivência com os companheiros de banda, e fora dela depois. Tal produção passa a ser, não só um documento a mais para entender os acontecimentos relacionados com essa banda de Liverpool, como uma bela forma de aprendizado sobre George e seu legado através de um entretenimento bem conduzido por Scorsese.

Com 3 horas e meia de duração, divididas em 2 partes, o documentário narra o começo de George nos Beatles chegando até aos últimos dias de sua vida quando faleceu por causa do câncer. A primeira parte é mais centrada nos Beatles. O início da banda, o começo da fama, o quarteto lidando com o sucesso. É citada a infância de George mas tudo de uma forma bem concisa, assim como é mostrada a sua chegada ao grupo e o preferido para tocar guitarra. Há depoimentos de produtores musicais e de outros músicos. Fotos expondo a banda em estúdio ou até em momentos mais íntimos também casam muito bem com essa primeira hora e meia.

A parte 2, por sua vez, narra a vida de George já fora dos Beatles, seu envolvimento com a música indiana (sobretudo com Ravi Shankar) e com os Hare Krishnas. Outro fato importante é também a relação de George com o grupo inglês de humor Monty Python (fato esse que eu desconhecia antes do documentário, confesso). Temos a época do lançamento do importante disco triplo ‘All Things Must Pass’ onde a sua forma de compor está bem madura e onde ele recebe elogios de todo mundo pelo grande guitarrista e letrista que se tornou. Não faltam depoimentos emocionantes de Phil Spector, Paul McCartney, a esposa de George e também de seu filho.

Talvez a hora final seja tomada de uma certa melancolia para o espectador. George em sua mansão de estilo vitoriano, já lidando com a doença, vítima de um assalto violento, meio fadado ao isolamento e ao sossego (até mesmo por opção própria), mas ainda com vontade de viver e de se dedicar ao que sempre gostou e fez bem, a música. As fotos e os depoimentos mostrados passam a ser ainda de maior impacto, e alguns momentos do documentário são bonitos e marcantes que só.

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+ SMITH & BURROWS – Funny Looking Angels (2011)
+ MILAGRES – Glowing Mouth (2011)

A exemplo de 2011, parece que esse ano segue a mesma linha de cantoras para se prestar atenção. Se bem que a canadense Kathleen Edwards já tem um grande percurso galgado na música (4 discos desde 2003). Não é tão novata assim. Agora ela tem um aval a mais por conta de que foi produzida por Justin Vernon (Bon Iver), que também é seu namorado. Canja, não? Mas, apesar dessa credencial, Kathleen mostra ter talento e faz um disco com canções bem compostas e para figurar num dos trabalhos mais importantes neste início de ano.

‘Empty Threat’ é uma abertura convincente e nos faz seguir adiante. ‘Chameleon/Comedy’ faz bom uso de vocais femininos e masculinos que junto com um belo instrumental funcionam em sintonia para uma das melhores canções do disco.

Fique atento a ‘Change The Sheets’ (onde a melodia vai crescendo gradualmente) e que tem de tudo para ser um dos hits de 2012. ‘Mint’ mostra uma composição mais requintada onde as guitarras ganham um destaque a mais e apresenta um refrão que fica ecoando na cabeça. Momentos mais melancólicos como ‘A Soft Place To Land’ e ‘House Full Of Empty Rooms’ de forma alguma tiram os méritos do disco, muito pelo contrário.

Apesar das semelhanças com Laura Veirs, Sheryl Crow e Neko Case, Kathleen merece destaque mesmo que o ano esteja apenas engatinhando e ainda tem muito por mostrar (torcendo que seja o contrário da decepção que foi 2011). Por enquanto, esse é um trabalho que merece ser conhecido, com músicas gostosas de se ouvir, seja em qualquer ocasião do seu dia.

Myspace

Allmusic

2011 não foi lá muito bom para a música. Como diriam alguns, já tivemos anos melhores. Muitos discos (como sempre a internet nos dá esse leque de opções), porém, produções fracas onde algumas, mesmo depois de um início maravilhoso, caíam de qualidade na metade. Por vezes, tínhamos até o conhecimento daquela música maravilhosa pelo Youtube, mas o álbum em si, não tinha conteúdo suficiente para segurar o ouvinte. Deixo então uma lista, com breves comentários, sobre 10 discos que gostei em 2011. Produções essas que conseguiram manter o padrão do início ao fim, nada daquele vício horrível de pular faixa. A lista está sem ordem de preferência também.

AUSTRA – ‘FEEL IT BREAK’
Um cara mais preguiçoso diria que o Austra é ‘um futuro The Knife’, ou mesmo, que o Austra completou a lacuna deixada pelo The Knife neste ano. Comparações à parte e talvez até sem fundamentos, o grupo convence e instiga para os futuros trabalhos. A base eletrônica é grudenta, a voz de Katie Stelmanis tem potencial e temos um disco impecável, que não erra do início ao fim, de difícil classificação. Impossível escolher a música de sua preferência.

BON IVER – ‘BON IVER’
Há muito tempo que o folk-rock não é mais aquele. Engrandece a cada ano, mostra que não tem fronteiras, se mescla com outros gêneros, revela grandes expoentes ao mundo. Justin Vernon (o cara por trás desse famoso Bon Iver) nos entrega um disco cheio de nuances, com instrumentais ricos, e momentos musicais que nos fazem refletir sobre como sempre podemos ter esperanças com a arte da música em geral, pois sempre existirão artistas desse naipe. E o hype foi merecido sim.


DESTROYER – ‘KAPUTT’

Apesar de ainda considerar a carreira de Dan Bejar não tão espetacular assim (convenhamos que há alguns momentos fracos do músico), dou o braço a torcer para este disco. Com belos momentos, canções épicas que nunca perdem o charme e que jogam o ouvinte numa espécie de montanha-russa cheia de mudanças, estamos falando daquele pop-rock que tocaria muito bem nas rádios, apesar de todo requinte e técnica que não vemos tão facilmente nestes dias.

M83 – ‘HURRY UP, WE’RE DREAMING’
Anthony Gonzalez (aka M83) está em constante mudança. Já aprontou tanto fazendo viagens psicodélicas bem como emulando corretamente a sonoridade 80’s. Aqui, mesmo em tempos onde produções com mais de 40 minutos costumam ser cansativas, ele nos cativa com dois discos (de valores equilibrados) onde é praxe constatar a música eletrônica com cérebro e suscetível a várias mudanças e experimentações a cada faixa.

MARISSA NADLER – ‘MARISSA NADLER’
No meio de tantas cantoras em 2011, tinha que destacar Marissa Nadler. Não que eu despreze as demais, entretanto, Marissa vem rebuscando suas canções desde o primeiro disco, mesmo que seu universo sonoro seja simples/minimalista o bastante, cuja sonoridade seja bem traduzida por voz, violão e a tranquilidade de uma canção que se preocupa mais com o poético. E com certeza Marissa deve ter passado tardes ouvindo outras cantoras como Edith Piaf e Nina Simone, sem esquecer da renomadas cantoras atuais.


OKKERVIL RIVER – ‘I AM VERY FAR’
Outra banda de talento que muitos não entenderam em 2011. Passou desapercebida. Okkervil River é outro que ampliou sua sonoridade folk-rock para algo abissal/descomunal. Composições de impacto, bateria potente, riffs de guitarras inesquecíveis. Outro álbum onde é difícil escolher a preferida e que é capaz de se equiparar a qualquer outro disco clássico de rock da história da música.

R.E.M. – ‘COLLAPSE INTO NOW’
Uma espécie de canto de cisne de Michael Stipe e companhia. Depois do disco, já no final de 2011, a banda anuncia seu fim. Importante considerar esse álbum pela história do grupo e toda a sua trajetória ao longo de 30 anos. Aqui não temos um R.E.M tão incisivo como foi lá com ‘Accelerate’ (2008), ainda assim, Stipe canta cheio de fôlego tal qual um adolescente, a banda não tem medo de mostrar seu lado mais pós-punk (lembrando o início deles) e não se esquece de convencer tanto fãs como multidões com o que sempre fizeram de melhor: música.

TORO Y MOI – ‘UNDERNEATH THE PINE’
A música em 2011 não foi tão carrancuda assim. Chaz Budwick provou ter talento apesar de ainda estar galgando a sua sonoridade e ser um músico com todo um futuro pela frente. Não teve medo de flertar a chillwave (que muitos teimam em detratar) com a sonoridade 60’s, a New Wave 80’s e seguir influências corretas e agradáveis de Air e Stereolab (alguns rápidos exemplos).

WASHED OUT – ‘WITHIN AND WITHOUT’
A prova cabal de como a chillwave não é um estilo chato e passageiro. Mas também, o Washed Out é mais um que expande seus horizontes sonoros, fugindo de uma sonoridade única e imutável. Eletrônico galante, que conquista o mais turrão dos ouvintes. De quebra, ‘Amor Fati’ foi uma das melhores músicas do ano e deve tocar muito ainda no verão dos internautas.

WILD BEASTS – ‘SMOTHER’
Uma pena que o mundo não tenha compreendido muito o novo trabalho desse quarteto. E quem queria hits em potencial ou aquele passeio divertido do anterior, se decepcionou. Quem deu atenção, encontrou muitas qualidades, um magnífico instrumental, belas letras e melodias, sobretudo uma banda mais madura e segura de si e ainda ficou com aquele gostinho do próximo disco.

Outras menções honrosas (outros 10 discos que também poderiam estar na lista acima):
Awesome New Republic – ‘Stay Kids’
The Horrors – ‘Skying’
The Rosebuds – ‘Loud Planes Fly Low’
Tv On The Radio – ‘Nine Types Of Light’
The Dodos – ‘No Color’
Patty Moon – ‘Mimi And Me’
Pandit – ‘Eternity Spin’
Apparat – The Devil’s Walk
Still Corners – ‘Creatures Of An Hour’
Cut Copy – ‘Zonoscope’

Fiquem livres para comentar, opinar, discordar e até mesmo sugerir os preferidos de vocês.
Retorno em 2012. Boas festas a todos.

ANTERIORES:
+ Não Tenha Medo Do Escuro (2011)
+ Attack The Block (2011)

Não sei se ‘The Help’, filme baseado no romance de Kathryn Stockett, concorre a alguma estatueta no próximo Oscar. Claro que isso não me deixa predisposto ou com mais vontade de ver alguma película. E se formos observar os inúmeros filmes que ficam de fora de alguma premiação, fecharíamos a cara de vez com tudo que é relacionado à sétima arte e as pessoas que nela estão envolvidas.

A sinopse de ‘The Help’ atrai, apesar de um tema um tanto quanto batido: a segregação racial nos EUA na década de 60’s (onde temos a figura ilustre e decisiva de Martin Luther King). Por mais que um tema não seja original, é preciso saber como ele será encaixado na narrativa do filme, e a sétima arte engloba muitos quesitos: roteiro, trilha sonora, figurinos, maquiagem, fotografia, elenco, etc. ‘The Help, sob este aspecto, convence, reúne todos os ingredientes numa agradável, eficaz e inteligente mistura. Muitos podem reclamar da duração do filme (2 horas e meia), entretanto, considero que ele se torna mais engrandecedor sobretudo depois de 1 hora, atingindo um crescente progresso e segurando o espectador até os créditos finais (virtude de qualquer obra na atualidade).

O longa possui um elenco praticamente todo feminino, mas sem apelar para questões feministas. Na verdade, temos a personagem Skeeter (Emma Stone), aspirante a escritora, na difícil missão de entrevistar mulheres negras sobre suas vidas e seus trabalhos nas casas das madames brancas. Skeeter precisa redigir um livro sobre essas histórias. Logo, é de se esperar algumas confusões, reviravoltas, indiferenças, intrigas, revides e momentos irônicos como a ‘misteriosa’ torta de Minny (atuação soberba de Octavia Spencer).

Drama (sem ser exagerado demais) e um humor leve se misturam de forma equilibrada dando ao filme a sutileza de não ter um gênero definido, assim como serve quase de documento histórico de uma sociedade americana sessentista.

Outro destaque da película fica por conta de unir a literatura com o cinema. Pois ambas as artes andam juntas, e na tarefa da promissora e sensibilizada Skeeter, a literatura poderá ser o veículo de liberdade para o povo negro, por conta da possível publicação do tão almejado livro, o cenário à sua volta pode mudar. Além disso, como sugere a frase na capa do filme, ‘a mudança começa com um sussurro’, onde existe uma necessidade urgente de contar a verdade, entregar as injustiças e ter o poder da literatura em mãos para alertar um povo sobre o mal que lhe aflige e que precisa ser revelado.

Em tempos onde algumas pessoas consideram o 3D como uma espécie de ‘ser poderoso’, onde novas versões e adaptações surgem a cada instante, é interessante e essencial o aparecimento de filmes como ‘The Help’. Narrativas que trazem roteiros não absurdos, muito ao contrário, simples, e que carregam o cerne da natureza humana/a realidade em sua latência. O que vemos, assimilamos, experimentamos da vida. Pessoas que vivem fatos, fatos que são transformados em histórias para serem contadas. Mais ou menos são como filmes que assistimos, a exemplo do recomendado ‘The Help’.

No IMDB

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+ Harp And A Monkey
+ Lanterns On The Lake

Já sabemos a fama que a Suécia tem em mostrar bons músicos. Mas será que este projeto musical intitulado Azure Blue conseguirá mais notoriedade no cenário?

Final de ano. Preocupação com listas de melhores, com viagens, férias e festas, existe até mesmo uma ordem imediata de arrumar/limpar o HD do seu computador. O que foi bom e valeu, o que fez jus de rodar em seu player praticamente fica intacto da limpeza. E não dá nem tempo mais, ou você não tem paciência ou já está de olho no que pode sair em 2012 para ficar se preocupando agora com lançamentos de 2011. Mas não tem jeito, acaba surgindo aquela banda que desperta sua atenção, isso para os ‘investigadores’ da internet. É o que acontece no caso de ‘Rule Of Thirds’, début do Azure Blue. Um projeto musical do sueco Tobias Isaksson, personagem comum na cena pop do país, e que já trabalhou e participou em outros grupos/projetos. Um álbum que merece destaque por boas composições que você desfrutará tanto em dias ensolarados ou mesmo chuvosos, canções com alto poder de ficar repercutindo em seu campo cerebral. Difícil ficar imune ao pop certeiro de ‘Fingers’ e ao início contagiante de ‘Seasons’. E você vai se deixar levando, quase com o corpo em levitação, pela melodia poderosa de ‘The Catcher In The Rye’. Outros destaques ficam por conta de ‘Little Confusions’ e ‘Dreamy Eyes’ que trazem uma influência latente do Joy Division na forma de compor de Tobias. No resumo geral, um disco que flerta com atualidades sonoras como The Radio Dept, mas que não tem vergonha de se dizer influenciando por grandes nomes como Depeche Mode e New Order e de enraizar os pés nos 80’s/90’s. Vamos aguardar o que esse projeto de Isaksson pode ainda nos reservar. Por enquanto, considero até um bom presente de final de ano (e olha que nem tinha mais esperanças).

Myspace

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