POST WAR GLAMOUR GIRLS – Feeling Strange – Parts 1 and 2 (2015)

NOTA: 8,0

post_war_glamour_girls - feeling_strange

“Com ‘Feeling Strange’ o Post War Glamour Girls equaliza sua fórmula e entrega seu melhor álbum”

ANTERIORES:

+ EL VY – Return To The Moon (2015)
+ GROOMS – Comb the Feelings Through Your Hair (2015)

Pouco mais de um ano do lançamento ‘Pink Fur’, seu primeiro álbum, o quarteto de Leeds, Post War Glamour Girls, solta ‘Feeling Strange’, mantendo a personalidade forte e urgência que caracterizou seu som.

O riff pegajoso de “Felonious Punk”, segundo single e faixa que abre os trabalhos, insinua um abrandamento na sonoridade da banda, o que não se concretiza de todo. ‘Feeling Strange’ segue a mesma verve catártica de seu antecessor, com algumas concessões melodicas no que diz respeito a instrumentais e vocais, perceptível em “Wax Orphans” e “Highest Hill”.

James Smith, com sua voz grave, segue soando como um êmulo de Nick Cave que gosta de insanidades vocais, enquanto a banda compartilha certa atração pelas avalanches sonoras produzidas por bandas como Birthday Party, Pixies (o baixo inclusive está bem mais marcante) e The Fall.

Cabe também destacar a busca pela variedade de timbres de guitarra, com o uso de efeitos de reverb e delay somando-se às camadas distorção. Mais, há em vários momentos teclados discretos ou inserções eletrônicos de fundo enriquecendo os arranjos. Ou seja, temos aqui um trabalho mais rebuscado.

Se ‘Pink Fur’ guardava um lado denso, pendendo para caminhos quase sombrios, e algum exagero na performance vocal, ‘Feeling Strange’ dá uma equalizada em sua fórmula, o que torna a aventura com a banda mais prazerosa e menos “cansativa”, mesmo quando a canção atinge os oito minutos, como na épica “Cannonball Villages”, das melhores faixas do disco.

O PWGG faz parte daqueles grupos que sabe o que quer de sua música: pop com doses de loucura, tensão e distanciamento de quase tudo que tem sido produzido por seus contemporâneos.

É um caminho de mais incertezas do que de qualquer outra coisa, pois a música que emerge não é de fácil assimilação, o que não deve ser a preocupação do artista. É aí que entra a personalidade que falta a muitos: em não abrir mão de suas convicções e pouca ou nenhuma concessão.

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Um pensamento sobre “POST WAR GLAMOUR GIRLS – Feeling Strange – Parts 1 and 2 (2015)

  1. Bela matéria! Este segundo trabalho da banda é mais acessível e mais bem trabalhado (um pouco melhor que o primeiro). Além das faixas citadas gostei muito de “Gentle Is Her Touch”!

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